FOSS.IN 2o. dia

Dia da minha palestra e da mesa redonda sobre mulheres e FOSS. Foi muuuuuuito legal. Eu estava achando que a palestra seria a tarde, e estava calmamente no stand conversando com Frederick Noronha, um jornalista que nasceu no Brasil mas corre o mundo. Ele estava mostrando páginas sobre trabalhos sociais com internet, quando fomos olhar na programacao quando seria minha palestra. Então corri, porque seria logo depois da apresentação da Danese Cooper e estava quase na hora. Mas ela não tinha preparado nada, foi algum erro de quem fez a programação. Então ela ficou falando com o pessoal, sentaram em roda pra discutir o que iriam discutir, até dar a hora para a minha palestra.
Foi um desafio. Eu tenho particularmente uma trava pra falar ingles. Depois que passou o momento, eu sei exatamente como deveria ter construido a frase mas na hora eu tremo. Mas foi ótimo, muito bom mesmo. Você sente quando as pessoas estão se empolgando, se curvando para frente e confirmando o que você fala com a cabeça. Foi emocionante, bastante mulheres na platéia, vestidas a maioria com sari, e a sala para este debate fica dentro de um castelo, oia que chique. Tiramos muitas fotos fora do castelo, como sempre aquela comoção de caras tirando foto de mulheres no evento. Depois distribui as camisetas que tinha levado para o evento. Eu tinha levado na caixa, então estava uma bagunça, e daí comecei a colocar as camisetas na cadeira ao lado para procurar melhor as babylooks. Então aquela feira, um bando de mulher tentando descobrir que tamanho queriam, e talz… quando eu olho para o lado, consigo ainda salvar as ultimas 3 camisetas masculinas: eles estavam acabando com elas. Uma para a Danese e outras que acabei distribuindo, vou ficar devendo para algumas pessoas… Babylooks ate sobraram algumas da palestra que distribuí mais tarde, mas todas amaram a Maria Cristina. Depois teve tipo uma mesa redonda de mulheres, com várias que eu não consigo reproduzir o nome. Foi bem legal, Danese criou um doc com muitas coisas debatidas lá, logo deve estar numa lista a ser criada. Existe a lista women@opensource.org, que é intencionado para ser um registro de todos os grupos que promovem a participação feminina em Open Source. Mas foi muito emocionante. Quando eu cheguei na parte de incentivar a fazerem documentos, palestras, contei como foram minhas primeiras palestras, a dificuldade, e que aquela era minha primeira palestra em ingles, e elas sorriram e me aplaudiram, eu achei aquilo muito emocionante. Elas riram, concordaram, disputaram babylooks, queriam para a filha, a irmã, e prometeram incentivar todo mundo a contribuir mais. Alguns homens no começo, com toda a conversa da Danese, ainda achvam que era simplesmente falta de interesse das mulheres. Então na minha palestra eu os convidei a usarem um nome ou nick feminino e ficarem pelo irc ou alguma lista para verem como é 😀 e as mulheres apoiaram a idéia. Depois várias foram ao stand, conversamos, foi muito bom, fui lembrar de almoçar as 4 da tarde.
Algumas coisas chatas mas não muito chatas e no fim foram para melhor aconteceram. Eu estava um dia no canal do linux-india, e um cara me perguntando sobre o que eu iria fazer palestra, e eu falei “Sobre alta disponibilidade e mulheres e foss”, e isto deu margem pra ele fazer piadinha sobre “mulheres altamente disponíveis”. Com tanta coisa pra fazer, eu só deixei pra lá e não entrei mais, mas os organizadores ficaram sabendo e foram falar comigo, disseram que este comportamento era inaceitável, me dando o nome e o site do responsável. Eu agradeci o apoio e eles falaram que não tinha do que agradecer, eu respondi que sim, porque ainda existe a ideia de que isto é falta de senso de humor nosso, e que eles apoiando e reconhecendo como um comportamento errado iria encorajar muito mais mulheres a se envolverem. E enquanto eu estava na palestra os caras do BSD tomaram meu stand, encheram de folhas escrito BSD, e eu fui ver e o Atul, coordenador geral foi la, e falou pra eles “este é o stand dela, eu tenho outros lá, mas se ela quiser este é dela”. Eu preferi ficar onde ja estava tudo organizado.
Enfim, as reações e o apoio foram ótimos. Swati, a pessoa que enviou o patrocínio para as camisetas, que na verdade é uma mulher, e uma amiga que eu simplesmente não consigo decorar o nome, irão fazer mais, entrar em contato para criarem oficialmente o Linuxchix India, com site e tudo, e lógico que vou dar o maior apoio.
Bom, depois fui pro hotel porque estava exausta, mas ja estou falando ingles quando me acordam 🙂 e me acordaram mais tarde para irmos jantar. Conversei com o Till do KDE, e o Helio vai me matar pq sempre tentou me fazer me envolver com alguma do KDE, mas ele começou a falar sobre uma api que organizasse os mails, conversasse tanto com o Evolution quanto Kmail e o Kontact. Eu não sei explicar direito o que era, mas parecia algo que eu posso realmente ajudar e algo que eu imagino como fazer, então amanhã vou participar do workshop e vamos conversar mais a respeito. Vai ser ótimo, finalmente something really to code. E também tive a promessa do Surtaj que amanhã vai usar a camiseta do Linuxchix para apresentar a palestra dele sobre KDE. Vai ser massa 😀
Finalmente temos fotos, http://videos.linuxchix.org.br/fotos/india/, vou começar a colocar legendas, e preciso pegar as fotos do André também. Por enquanto tem estas aí 😀 sabe como é, release early, release often 😉

FOSS.IN Primeiro dia : post geek

Reunião geek no café da manhã. Desci para comer, Alan Cox estava sentado no sofá, perguntei se ele já tinha comido e ele falou que estava esperando alguem para fazer compania. Fomos comer e logo encheu a mesa. Muita gente, eu ainda não decorei de onde e o que cada um faz. Mas depois disto, uma van toda enfeitada nos levou pro evento. Este é localizado em um parque de convenções ao que parece, com várias entradas que precisaram ensinar ao motorista como entrar. Chegamos com uma fila ja grande para inscrição, e fomos para a tenda principal. Assisti a abertura, que achei emocionante. Atul é o premier do evento, dirigente geral, e as palavras dele foram emocionantes. E apesar de tudo, tão simples, que tanta gente parece repetir mas nunca por em prática.
Eu não conseguiria traduzir aqui exatamente as palavras, ele é um grande orador, daqueles que escrevem rebuscado e se inspiram para falar. Contou a história do Linux Bangalore, o evento que se transformou no Foss.in e virou internacional. Falou sobre o principal objetivo de toda a mudança no formato do evento: integração. Eles não acreditam que o principal de um evento é ter um monte de palestras e um público apenas ouvindo. Não, as pessoas deviam interagir, perguntar, expor, trocar idéias. “Os palestrantes estarão la todos os dias, podem encontrá-los no saguão, na exposição. Aqui estão pessoas que se conhecem apenas por mail, e agora podem dar nome e voz aos contatos, criarem ideias, desenvolverem.” E contou um conto indiano, sobre algum príncipe que decidiu construir uma ponte entre lugares longínquos, eu acho que da India para o Sri Lanka. E convocou todos os animais da floresta, então os elefantes, rinoncerontes carregavam as pedras, leões e outro bichos trabalhavam. Então ele observou o trabalho de um esquilo, que ia até a praia, pegava um punhado de areia e levava até a ponte tapando os buracos entre as pedras grandes, fazendo uma espécie de cola. E foi esta cola que firmou a ponte em pé. E os esquilos eram todos ali envolvidos, que podiam fazer uma documentação, tradução, evangelização.
Depois disto ele acendeu uma lampada como simbolo de abertura do evento. Normalmente eu esperaria que ele chamasse Alan Cox, Danese, o cara do php. Mas ele chamou representantes de grupos locais, e fez questão de frisar que ele eram os maiores responsáveis pelo sucesso do evento. Não pude deixar de pensar na diferença do Brasil, onde a maioria dos contribuidores que eu conheço, respondendo nas listas, ajudando outras pessoas, fazendo documentaçao, tem que bancar do próprio bolso a ida para os eventos, até mesmo a inscrição de vez em quando, quando os internacionais tem todas as pompas. Acho que isto existe pelo fato de que no Brasil existem dois tipos de pessoas em toda a comunidade FOSS: as que comandam o show e as que contribuem. A noção de evento bem sucedido das pessoas que comandam o show é serem comentados pelos turistas, não o fato de que os eventos são absolutamente inócuos, um palco de holofotes e promessas não cumpridas, enquanto os desenvolvedores ficam relegados a um canto escondidos para não causarem barulho. Isto há muito tempo tem causado um “broxismo” geral de pessoas que depois de tantos anos se perguntam se ainda vale a pena, que devagar foram perdendo a motivação. O desabafo do Maçan é só um reflexo disto, que faz eco em muita gente que ainda tenta se convencer de que vale. E aqui parece ser justamente o contrário, a idéia central é fazer mais pessoas se envolverem nos grupos locais e contribuírem com o movimento. Mas não apenas com discursos demagogos e vazios, palavras e chavões repetidos, tentando fazer de conta que se importam com os “hackers” e na verdade de olho no que os contatos podem trazer de vantajoso. Aqui eles sabem do que estão falando.
Depois veio a palestra do Alan Cox e depois da Danese Cooper. Ambas eram sobre motivação e modos de contribuir, destaco algumas coisas que ouvi:
– É dificil entender outras culturas. Existem pessoas das quais o chefe espera algo do tipo “isto está errado, você é um idiota”. E existem pessoas para os quais isto custaria o emprego. Ele disse que é dificil gerenciar isto, e que ele aprendeu que precisa aprender o que é crítica pessoal ou não, mas aprender tambem o que não dizer, já que ele já tinha ofendido meia dúzia de pessoas por aih.
– Que documentação e tradução é muito muito importante, porque inclui outras pessoas no mundo do FOSS. É como o esquilo.
– Que ele ainda faz muito codigo ruim, apesar de todo este tempo. Que não tem jeito de aprender a fazer direito se nao fazer, certo ou errado.
Muitas, muitas mulheres no evento. A imensa maioria vestida de acordo com os costumes, e super timidas, tentando se ambientar na comunidade. Vamos motivá-las então 😀 Quase todo mundo que passa pela área onde temos os stand pára e pergunta sobre o Linuxchix, o que é, se temos projetos. Falei com muita gente.
Bom, to morrendo de sono. Amanha preciso achar um lugar pra comprar o cabo para passar as fotos… boa noite galera

FOSS.IN Primeiro dia : post non geek

Ok amigos da Linuxchix Brasil, estamos agora, ao vivo e em definitivo, no Free and Open Source Software India, na cidade de Bangalore.
Sério, hoje que as coisas começaram de verdade. Acho que já entrei no fuso horário, dormi ontem o dia inteiro, das 9 da manhã as 6 da tarde, sendo interrompida de quando em quando para serviço de quarto, um prato de frutas, checarem se estava tudo bem, e telefonema do Atul para me dar boas vindas e ver se eu precisava de alguma coisa. Alias esta parte de acordar bruscamente é engraçada, porque a minha reação é falar em portugues, e por exemplo a aeromoça de um dos vôos ficou me olhando com cara de ué ate eu me tocar do que estava fazendo.
Bom, o FAQ: não, ainda não vi elefantes na rua; sim, a cidade é uma loucura, o trânsito de São Paulo e Rio parece transito de interior perto daqui, fora o quanto eles gostam de buzinar, literalmente o tempo todo; a comida é maravilhosa, pelo menos a que eu consigo comer. Sim, muito muito muito apimentada, ontem no café da manhã eu fui experimentar um molho, só experimentar eu literalmente chorei. A noite fomos jantar num restaurante perto do hotel, e o frango assado, meio churrasco, estava ótimo, o problema era comer qualquer outra coisa. Um show a parte são os doces, desde os simples servidos no vôo até os servidos no restaurante. Ontem tivemos Kulfi, tipo sorvete de caramelo com leite. Depois vieram algumas sementes à mesa com cristais de açucar, vc mistura e mastiga. É uma bala natural, deliciosa e refrescante, tudo que os fabricantes queriam. Hoje tentei almoçar pizza, não consegui comer a mini inteira, era apimentada demais. Ah, e estou ficando viciada nestes chás com leite, são ótimos.
Claro que tem a parte ruim, minha rinite tá a mil, meu nariz sofreu muito nos voos, estou constantemente desidratada, minha garganta doi permanentemente. Swati disse que vai me dar alguns medicamentos para isto quando chegarmos de volta no hotel, o marido dela é médico.
Bom, depois do evento fomos a um “pub australiano”, com mais comida apimentada, e acabei conseguindo algumas batatas fritas, não dava pra aguentar a pimenta da comida. Bom, seria bom emagrecer, mas cada lugar tem sua armadilha. Hoje foi o “Tosca Cake”, um bolo super fofinho com sorvete em cima. Ontem foram os vinhos “Sula *” no menu, embora nao tenha provado. Mas assim seguimos.
Vou separar os posts em geeks e não geeks. Tem muita coisa pra cada um.

Ubuntu really rocks

Depois de tanto azar, ferramentas fáceis que são difíceis, e maquinhas mega power tunder que falham, acho que seria bom uma nota legal na valeta dos nerds.
Estou aqui ouvindo a Danese Cooper terminar a palestra dela, antes teve a do Alan Cox, eu faço relato completo depois, como prometi. Mas apesar de frases e idéias muito legais, são coisas que não são novidade, então resolvi me entreter reinstalando o note do André(NTUX, que veio comigo) com o Ubuntu. O cara da cadeira do lado me perguntou se eu era do time do Ubuntu, e eu expliquei que não, eu pessoalmente prefiro Slackware(e ele ficou muito feliz em saber pelo jeito) mas como a máquina deveria ser bastante amigável, estava testando o Ubuntu que tem recebido tantos elogios. E olha, não deixou nada a desejar… hm, uma coisa só.
Meu irmão instalou lá em casa, para testar e ver as diferenças entre as distros, e ele realmente falou que não lembrava de a instalação ter pedido a senha de root. E comigo aconteceu também. Não sei o que eu deixei passar, mas tudo bem, editar grub, runlevel 1, passwd, we are ready to go.
E em 40min eu acho, tudo instalado, wireless reconhecida, OpenOffice em portugues, interface gráfica em 1024×768. Tudo que aparentemente ele precisava. So acho que vou instalar o Amsn novo que segundo o pessoal tem muito mais coisinhas bonitinhas até que o original. Olha, altamente recomendado, mais que o Suse que é muito maior. Só faltava vir com KDE. Mas tem um tal de Kubuntu, certo?

Estou aqui num cybercafe mega tosco no aeroporto Andheri em Bombaim, sao 2:54 horario local – 19:27 horario de Sao Paulo, esperando conexao pra Bangalore, nao reconhece acentos aqui. O povo eh extremamente simpatico, e super enfeitado. Estou pegando o jeito de me comunicar com eles, nas primeiras frases acho que eles falam devagar e como veem que eu entendo, desembestam a falar e nao entendo mais nada. Mas ao chegar no checkin aqui em Bombaim, uma faixa anunciando um evento de mobilizacao contra a violencia contra a mulher. Achei um otimo sinal, depois eu mando esta foto. Alem do “ai me sore” que ja peguei o jeito, o mais engracado esta sendo ser parada em qq raio x que passam a mochila, querendo saber o que eh aquela caixa com um grande concentracao de metal: os pins da Linuxchix-BR.
Bom, vicio de internet satisfeito, vamos agora ao da cafeina e depois ir pro checkin. Ate depois galera!

Estou aqui num cybercafe mega tosco no aeroporto Andheri em Bombaim, sao 2:54 horario local – 19:27 horario de Sao Paulo, esperando conexao pra Bangalore, nao reconhece acentos aqui. O povo eh extremamente simpatico, e super enfeitado. Estou pegando o jeito de me comunicar com eles, nas primeiras frases acho que eles falam devagar e como veem que eu entendo, desembestam a falar e nao entendo mais nada. Mas ao chegar no checkin aqui em Bombaim, uma faixa anunciando um evento de mobilizacao contra a violencia contra a mulher. Achei um otimo sinal, depois eu mando esta foto. Alem do “ai me sore” que ja peguei o jeito, o mais engracado esta sendo ser parada em qq raio x que passam a mochila, querendo saber o que eh aquela caixa com um grande concentracao de metal: os pins da Linuxchix-BR.
Bom, vicio de internet satisfeito, vamos agora ao da cafeina e depois ir pro checkin. Ate depois galera!

Linuxchix @ Eventos

Este final de semana a Camila Macedo[1], a Lindinha, estará nos
representando no 2º Latinoware[2], munida de camisas, pins e banner.
Parabéns Camila, pela disposição e por ter amadurecido tanto em tão pouco tempo. Espero que isto seja sinal de que todas sejam lembradas nos eventos e que possamos divulgar sempre o Linuxchix e ter cada vez mais um ambiente igualitário.
Eu embarco sábado para Bangalore, para o FOSS.IN[3]. Munida de baner também, pins e camisetas especialmente confeccionadas para o evento. Estava na lista de discussão do evento perguntando se poderia vender as camisetas, e não poderia. Então perguntei quem queria que eu levaria so o
necessário, e então “pensei em voz alta” que ia tentar algum patrocínio para levar as camisas. Meia hora depois, Swati Sani, da Sanisoft Software[4], me enviou um mail e ofereceu um patrocínio. Isto somado ao descontão e frete bancados pela Erro404[5], estou levando 60 camisetas e babylooks do Linuxchix-BR pra lá, vejam que massa.
Agradeço a Bani, ao Edgar e outros que me enviaram referências de mulheres indianas. Ao apoio de todas nesta correria danada desde os preparativos pra este evento, e meu emprego novo(a empresa chama NTUX Lisi). À Erro404 por mais esta força, e à Coca-Cola por ter mudado o adoçante e me ajudado a aguentar várias noites até tarde acordando cedo.
Estou trocando mails com algumas indianas, infelizmente algumas não irão ao FOSS.IN mas adoraram os slides e vou conhecê-las nas paradas. Sim, pq já que eu estarei do outro lado do mundo vou aproveitar para conhecer bem, então será uma semana quase de evento e mais uma de turismo. Bom, turismo
e evangelização também, já que vou fazer escala para conhecer as mulheres que não poderão ir ao evento mas me deram todo o apoio.
Os slides estão disponíveis na página, pediria a Nat pra criar uma sessão de arquivos. Por enquanto podem baixar os slides do “Is Free Software a Macho thing? Women and FOSS”[6] e “High Availability in Linux”[7] dos links.

[1] http://camila.linuxchix.org.br (Ve se posta alguma coisa lá!)
[2] http://www.latinoware.org/mercosul/modules/wfchannel/
[3] http://foss.in/2005/
[4] http://www.sanisoft.com/
[5] http://www.erro404.com.br/
[6] http://www.linuxchix.org.br/img/fossmachoen.pdf
[7] http://www.linuxchix.org.br/img/highavailability.pdf

testando blog via mail

Afinal, pra que me serve a tecnologia se não for bem usada…


“A little less conversation, a little more action please”
————————————————————-
°v° Sulamita Garcia
/(_) LinuxChix Brasil
^ ^ http://www.linuxchix.org.br/
http://sulamita.net/

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Humberto em Sampa

Depois da visita da dona Toska, é a vez do Toskinho passear por Sampa. Toskinho porque é meu irmão caçula, mas de inho não tem nada, 1,92m de altura contra meus 1,64m, o que resulta numa grande diferença. Mas ele é fofo, super querido e muito, muito inteligente, vamos ver se entra nos eixos.
Eu acho que ele está se saindo super bem, embora veja Friends demais. Bom, bem feito pra mim, vicio todo mundo em Friends e ainda deixo as 9 temporadas dando sopa… Segundo o fotolog dele ele está achando tudo muito bom, embora eu esteja “ensinando por enquanto a fazer instalaçao de alguns tipos de Linux mas eu as vezes nao entendo muito do q ela fala. Pra mim ela fala grego =0.” E já recebi duas manifestações de apoio a ele. Imagina agora que eu vou aprender a falar Ingles com sotaque indiano, meu Zeus. 😀

Karma

Sabe o que é karma? Na verdade nem eu sei exatamente a definição, mas karma não é necessariamente alguma coisa ruim que você precisa pagar. Geralmente são lições mal aprendidas que você precisa refazer até fazer direito, mas karma é a soma de tudo que você fez até agora e o que você está fazendo, que define como vai ser seu futuro. É diferente de ação e reação, mas bem parecido com Causa e Efeito. Bom, mais ou menos isto, é o típico conceito que eu sei mas não sei explicar. Ah, mas você entendeu a idéia.
Meu carma é ser canceriana. Não adianta eu brigar contra, tentar disfarçar, pender para meu lado ofídico do horoscopo chines, tatuando-o na nuca… Eu já mudei bastante, não correspondo mais ao longo tratado que li na página da Fer. Mas tenho que admitir que é bem real.
Cancerianos cuidam, guardam. Guardam a familia, os amigos, os amores, cuidam de tudo… e guardam também mágoas, ressentimentos. Dificilmente você vai ter a chance de magoar um canceriano duas vezes. Uma que para você romper a casca e chegar perto o suficiente pra fazer algum estrago já vai um bom pedaço, que vai aumentando com a idade, eu acho. Segundo que se você fizer isto, o estrago é tão grande que nunca mais vai ter a chance de fazer denovo. O problema é quando a gente não quer mais dar a ninguem o benefício da dúvida… mas enfim, canceriano não pode ver alguem triste, doente, quer correndo cuidar. Pelo menos já me livrei da sindrome de Madre Teresa, eu cuido, mas se começar a descontar em mim eu deixo falando só. Sim, porque um canceriano feliz é um canceriano que também é bem cuidado, ora estas. A gente faz e acontece para cuidar e agradar, mas se não retribuir, não vai durar muito não…
Cancerianos são os ultimos românticos. Se o coração tá bem, tudo está lindo e maravilhoso. Se está mal, o mundo é um saco, nada tem graça. São pegajosos e adoram agradar, dar presentinhos ou fazer aquele jantarzinho. E eu sei cozinhar muito bem viu? E o primeiro que postar alguma coisa aqui falando de casamento é um nick morto…
Cancerianos adoram um drama. Por isto, aos que não entendem o dramático, lacrimejante e quase ensanguentado post do Maçan de despedida, tenham isto em mente. Não, não é teatro, é muito diferente. O canceriano sente realmente cada fibra do seu ser doer e reverberar. Somos ótimos escritores também, pois para fazer um bom texto dramático você precisa saber escolher muitas palavras de efeito.
E enfim, cancerianos nunca conseguem esquecer que são cancerianos. Já mencionei que estou fazendo aula de canto?? Numa escola muito massa, o EM&T. Modulo Basico 1, aprendendo o que é clave de Sol, nota, acorde, tempo, respiração. Alias, quem inventou que Dó é C e Lá é A, e que de Si pra Dó e de Mi pra Fá só tem meio tom, ou tava bêbado ou era um fdp. Bom, anyway, escolhemos musicas para começar a cantar e por em prática os exercícios até aqui. Eu escolhi uma música da Ana Carolina, mas o professor veio hoje dizer pra eu escolher outra mais conhecida… daih depois de alguma negociação, e sem pensar muito no que tava fazendo, escolhi Encostar na Tua. E agora eu vou passar a semana ouvindo, cantarolando pra chegar la com a letra toda decorada… como se eu já não soubesse de cor. Não é o maximo? Argh…

Eu quero te roubar pra mim
Eu que não sei pedir nada
Meu caminho é meio perdido
Mas que perder seja o melhor destino

Agora não vou mais mudar
Minha procura por si só
Já era o que eu queria achar

Quando você chama meu nome
Eu que também não sei aonde estou
Pra mim que tudo era saudade
Agora seja lá o que for

Eu só quero saber em qual rua
Minha vida vai encostar na tua

Mas saiba que forte eu sei chegar
Mesmo se eu perder o rumo
Mas saiba que forte eu sei chegar
Se for preciso eu sumo

Eu só quero saber em qual rua
Minha vida vai encostar na tua