Clusters de Balanceamento de Carga em Linux

“Cluster é um termo largamente utilizado para representar um conjunto de computadores combinados em um único sistema unificado, através de software e rede. Em termos mais simplificados, quando dois ou mais computadores são utilizados juntos para resolver um problema, isto é considerado um cluster. Clusters são tipicamente utilizados para Alta Disponibilidade(HA – High Availability) para maior confiabilidade, ou Computação de Alta Performance(HPC – High Performance Computing) para fornecer maior poder computacional do que um único computador pode fornecer.”[1]

Um outro tipo de cluster é o cluster de balanceamento de carga(LB – Load Balance). Este cluster utiliza várias máquinas para atenderem as requisições de determinado serviço, agindo como um grande computador com capacidade para muitas requisições paralelas. Este conceito acaba proporcionando, de maneira indireta, HA e HPC, por combinar várias máquinas em um ambiente que pode processar mais requisições do que uma única máquina, e por aumentar a confiabilidade de um sistema.”

Artigo publicado na Slackwarezine nro 16, em 29/01/07.

Agora só falta você

Um belo dia resolvi mudarRita Lee
E fazer tudo o que eu queria fazer
Me libertei daquela vida vulgar
Que eu levava estando junto a você

E em tudo que eu faço
Existe um porquê

Eu sei que eu nasci
Eu sei que eu nasci pra saber

E fui andando sem pensar em voltar
E sem ligar pro que me aconteceu
Um belo dia vou lhe telefonar
Pra lhe dizer que aquele sonho cresceu

No ar que eu respiro, uu
Eu sinto prazer

De ser quem eu sou
De estar onde estou

Agora só falta você, iê, iê
Agora só falta você, aaa…
Agora só falta você, iê, iê
Agora só falta você, au!

Garfield é meu rei!

Gatos são divinos. E bem superiores a nós.

Amo gatos. Amo suas vibrissas, que, quando criança, cortava pensando estar fazendo a barba do bicho. Suas unhas, que já me retalharam de cima a baixo (nunca deixei de pegar um sequer no colo, mesmo os ariscos ou sarnentos). Amo os dentes afiados. O andar deliciosamente rebolante (cresci tentando imitá-los e hoje rebolo tanto que parece que vou desconjuntar). Amo a maneira como se lavam, o modo como dormem, encolhidos. Os grandes olhos amarelos. Mas o que mais amo é o que muita gente odeia: a personalidade.

Eles não precisam de você, ou de mim, pra dar comida, arrumar uma gata gostosa ou se distrair. Sabem muito bem viver sozinhos, mas oferecem o prazer de sua companhia. Se estivermos à altura, é claro. Gatos só se deixam “criar” por pessoas pelas quais têm o mínimo de respeito (você costuma ver mendigos ou bêbados com gatos de estimação?). Independentes.

Eles nos olham como se fôssemos completos imbecis – que somos – quando balbuciamos alguma estupidez do tipo “Xaninho, vem com a mami”: ora, já que vamos abrir o bocão, que seja para algo que preste. Ou os deixemos dormir em paz, que o sono é sagrado, meu amigo. Cínicos.

“Amo no gato a suprema indiferença e a distinção com a qual ele passa dos salões aos telhados.” Elegantes. Pouco importa se moram num lixão ou numa almofada fofa, os gatos satisfazem-se com o que são e não precisam ir ao pet shop colocar lacinho e perfume pra serem aceitos. Não admitem humilhação: que gostem deles do jeito como são ou os esqueçam, porque pra eles tanto faz.

Charmosos. Nunca se vêem gatos transando, muito menos atracados no meio da rua, de bando. São amantes noturnos, discretos. O máximo de participação que nós temos no ritual é auditiva – ou líquida, quando os mais babacas jogam águam pra apartar. E, mesmo aparecendo sem um pedaço da orelha no dia seguinte, aquele olhar sacana vale a noite de sono perdida com a gritaria. É impossível se zangar com um gato.

Eles não fazem festa quando chegamos em casa, não babam com o linguão pra fora ou rolam pelo chão, mas sabem direitinho quando estamos tristes. Daí chegam, como quem não quer nada, sobem no nosso colo, ronronam (ah, como adoro esse barulhinho!), dormem um pouco e vão embora. Não são disponíveis nem estão ao alcance da mão todo o tempo, é certo, mas quando um gato está com você pode ter certeza de que ele não gostaria de estar em mais nenhum outro lugar. E nem faz aquilo por hábito ou obrigação. Diferentemente dos cães, gatos não querem ter um dono, e sim compartilhar bons momentos. Honestos.

Conviver com eles requer maturidade. Não são traiçoeiros, são livres. Nunca bajulam. São autênticos, por isso são difíceis. É muito mais fácil lidar com mentiras gentis, babação de ovo, puxação de saco, não é? E agora não me refiro só a felinos…

Gatos são muito parecidos com os humanos, por isso tanta gente os odeia: sabemos tão pouco lidar com eles como conosco mesmos. Parecidos, mas melhores: não mentem, não têm hierarquia, não fingem gostar de crianças, não sorriem quando na verdade querem te estralhaçar. São rancorosos (experimente maltratar um deles e, inadvertidamente, cruzar com ele de novo), preguiçosos, sedutores, imprevisíveis. Enigmáticos, interessantes, sagrados.

Defeitos e virtudes no ponto certo.

Gatos seriam homens perfeitos.

Não sei de quem é a autoria, mas agradeço minha amiga Fernanda pelo envio!

Vendo Sony DSC-V1

Two week ago I went to Linux Conference Australia, a great conference, photos here by the way. I made a connection in Auckland, New Zealand. While we were landing, I was seeing the beaches, it is so beautiful. I thought “I should take some pictures”, then I realize “where is my camera?”. With all the rush, no sleeping, packing on the last minute, my beautiful DSC-V1 stayed on my desk.

As you can tell by the pictures, that didn’t stop me. I bought a Sony DSC-W70 on the Duty Free, really worth it. I think this is more likely to be a camera for me, it is smaller and less options, but good enough. But now I want to see my beautiful V1, which kills me just thinking, but ok, I can’t have two expensive cameras.

The Sony V1 was my choice first because at that time, was the only one with Night Shot, which makes pictures like this:

Andreza in Night ModeMy Little Sister

It has 5M pixels resolutions, optical zoom of 4x, and *a lot* of features. It is a semi professional digital camera. It is not on production anymore, I think the Night Shot and Night Framing(you see the environment as a night shot, to help you to focus, but you take a regular picture) takes too much space.

There is the review here http://www.dpreview.com/reviews/sonydscv1/.
The camera is powered by an included rechargeable InfoLithium NP-FC11 battery. It measures 3 15/16 by 2 9/16 by 2 1/5 inches and weighs 10.9 ounces (without batteries). The battery is charged in-camera by connecting to the included AC adapter. It is possible to shoot MPEG movies with audio at a resolution of 640×480 or 160×112. Manual exposure controls, 1.5 inch LCD, Auto daylight synchro fill flash, Hot shoe and ACC terminal . And my comes with the regular 32Mb memory card plus a 256mb one and the bag.

I think I’m going to sell it by 340 dollars. Plus shippment. Anyone interested?

Como falei anteriormente, acabei comprando uma nova camera porque esqueci a minha. Quem viu a foto com o tio Linus sabe que valeu a pena, mas como eu não posso ficar com duas câmeras caras, vou vender a V1.

A Sony DSC-V1 foi minha escolha na época porque é a única com Night shot, como a foto acima. Também tem o Night Framing, que mostra em modo noturno mas tira a foto normal, muito util para ambientes escuros. Tem zoom ótico de 4x, que é realmente bom. Que mais, regulagem de abertura, tempo de exposição, mais uma dúzia de modos já prontos: neve, paisagem, praia, noite. Grava em formato MPEG em resolução 640×480 ou 160×112(com audio, claro). Visor de 1.5 LCD. Mede 99 x 65 x 56mm e pesa 280g. Vem com o memory card de 32Mb mais um adicional de 256Mb, além da bolsa para carregar. É uma câmera semi profissional, que provavelmente vai encontrar melhor uso, eu não devo aproveitar nem metade dela.

Sony V1

Tem uma análise completa aqui.

Vendo por 700 reais. Alguem interessado ou alguem que conheça alguem interessado?

Colaborando com o Linuxchix Brasil

Publiquei um pedido de ajuda para o Linuxchix Brasil.

Algumas pessoas me relatam que em diferentes lugares, muitas mulheres pensam que o Linuxchix é algum clube fechado, onde só entram garotas de cabelo vermelho. As Camilas, Luana, Priscilla, Carolls, Vanessa e tantas outras estão aí para provar que não 🙂 mas também me levou a pensar que o site não tinha informações sobre como se envolver, como ajudar, ou até mesmo porque. Espero com estas mudanças tornar mais simples e claro que sim, precisamos muito de colaboradoras, elas são todas muito bem vindas, independente do tom do Koleston ou não!

Ao criar acessos para as novas voluntárias e falar sobre as tarefas, percebi que era talvez meio confuso e repetitivo. Então criei duas novas páginas no wiki, a de Nova Linuxchix e de TODO. A primeira separa os acessos, contas e procedimentos, por exemplo para quem quer criar um blog, para quem quer cuidar do site ou como acessar seu mail. E a TODO é tarefas que existem.

http://wiki.linuxchix.org.br/index.php/NovaLinuxchix
http://wiki.linuxchix.org.br/index.php/TODO

Também coloquei esta referencia no site, na nova sessão Colaborando. O que acham?

Segue o anúncio pedindo colaboradoras(que em apenas um dia já resultou três novas voluntárias!)

O Linuxchix Brasil precisa de colaboradoras. Embora tenhamos eventuais colaborações, estas vão minguando de tempos em tempos. Então estou lançando este chamado para incentivar as que estão a algum tempo sumidas a aparecerem, ou as novas que sempre se perguntam “eu gostaria de participar, mas como?”

Tenho algumas tarefas específicas em que preciso muito de ajuda, se você não sabe muito bem como ajudar. Nenhuma delas requer prática nem habilidade, e eu vou estar sempre ajudando na ambientação:

1 – Site: preciso de alguém para de vez em quando postar notícias relacionadas no site. Preciso de alguem que seja contato para o site para por exemplo publicar pedidos de divulgação de eventos. Usamos o Drupal, o que torna estas tarefas muito simples. Também seria bom ficar de olho nos anúncios de segurança do Drupal e manter o site atualizado. Se sentir necessidade de mudar o layout ou a organização, terá toda liberdade para isto.
Vantagens: seu currículo vai agradecer. Manutenção e experiência em websites são muito requisitados. Vai também lhe dar experiência em trabalho em grupo, como lidar com trolls, contribuir a projetos FOSS e claro, fama e glória.

2 – Listas de discussão: alguém que quase diariamente entre na interface web do mailman e apague os spams que ficaram barrados, resolva problemas de usuários que estão sem receber mail, inscreva/desinscreva usuários que não estão conseguindo fazê-lo, e mantenha o mailman atualizado.
Vantagens: seu currículo também vai agradecer. Isto vai lhe dar oportunidade de aos poucos se familiarizar com serviços de mail, e vc pode ter um bom laboratório para se aplicar em ferramentas anti-spam, atender usuários e servidores de mail e listas de discussão em geral. As mesmas vantagens descritas acima se aplicam também, além da aura de toda poderosa moderadora, para exercer seu poder de ditadora benevolente.

3 – Palestrantes: frequentemente eventos entram em contato comigo para convidar integrantes do Linuxchix para palestrarem. As meninas que já se aventuraram sabem que eu auxilio no que precisar, revisar slides, assistir apresentação, dicas ou sugestões de como apresentar. Cada um tem um estilo pessoal, mas sempre existem dicas gerais que funcionam bem.
Vantagens: qualquer que seja seu interesse, projeto, software favorito ou idéia, vai ser melhor divulgada. Você vai se aprimorar nesta idéia, além de aprimorar suas habilidades de apresentar idéias. Isto é muito importante na carreira profissional, pois muito frequentemente você precisa defender porque sua idéia é sensacional e se não está treinada nisto, pode perder uma oportunidade de ouro. Além, claro, de fama, glória e viagens ao redor do país e quem sabe do mundo.

4 – Tradutoras: existe muita documentação que ajudaria muitas pessoas se estivessem traduzidas. Existem dezenas de bons documentos no site do Linuxchix Internacional que nos ajudariam muito. Eu pessoalmente conheço dois que seriam de grande ajuda para todos os grupos de usuários, mas ainda não consegui terminar de traduzir.
Vantagens: vai aprimorar seus conhecimentos de inglês, além de ampliar seus conhecimentos gerais. Vai auxiliar dezenas de outros grupos ou pessoas, além do próprio Linuxchix. A tradução/localização é visto como um dos fatores principais para o sucesso de projetos, vide Ubuntu. E sempre se valoriza mais um currículo que inclusive já publicou documentação a respeito de um assunto do que um que não. Sempre rola de o autor da documentação oficial te agradecer, agraciar e colocar seu nome no site, o que trás novamente, fama e glória.

5 – Outros serviços: dar manutenção no Planet, Postfix, webmail… a escolher.
Vantagens: as mesmas de todos acima

Interessadas em qualquer uma ou várias das tarefas acima, por favor entrem em contato comigo! mail para sulamita at linuxchix.org.br

Brazil’s FOSS utopia image at risk

Fama do apoio ao software livre por parte do governo brasileiro pode ser uma bolha prestes a estourar? – Cobertura completa em português no Br-Linux.org

According to the international media, Brazil is a leader in free and open source software (FOSS) adoption. The New York Times describes the country as “a tropical outpost of the free software movement,” while BBC News claims that “Increasingly, Brazil’s government ministries and state-run enterprises are abandoning Windows in favour of ‘open-source’ or ‘free’ software.” However, FOSS advocates familiar with Brazil describe a less hopeful situation.

They talk about unsystematic support by the government, and a business atmosphere in which mention of FOSS is more about hype than understanding the underlying philosophy. They say violations of the GNU General Public License are commonplace. Some genuine FOSS adoption does happen, they say, but, too often, it is marred by inefficiency, and possibly widespread corruption.

During the first term of the government of Luiz Inacio Lula da Silva, which began in 2003, FOSS adoption was announced as a major policy. In addition to encouraging federal and state governments to switch to FOSS, Silva’s government also used FOSS in PC Conectado, a program to make inexpensive computers available to the Brazilian public. The announcements of these initiatives created the impression internationally that Brazil would soon become an example of FOSS adoption to the rest of the world.

However, not only is the potential of this promising start yet to be realized, but there are signs that pro-FOSS policies are stalling. When Silva was re-elected in late 2006, his party’s platform contained only one brief reference to free software — a general promise to “improve direct and remote service-rendering to citizens, simplifying procedures, training civil servants and broadening the technological base, including the utilization of free software.” Nothing of the earlier widespread plans for FOSS was in evidence. Possibly, this de-emphasis of FOSS is due to increased opposition by proprietary software interests, such as those trying to mount a constitutional challenge in the state of Rio do Sol against a law giving preference to FOSS solutions in the government.

Whatever the case, Brazilian advocates have learned to be skeptical about claims for FOSS. For example, although Conectiva (now part of Mandriva) widely publicized a deal with systems integrator Positivo that resulted in more than 90,000 computers shipped with Conectiva installed, Debian developer Gustavo Franco suggests that “almost all the users installed Microsoft Windows copies over that.” Franco does not substantiate the claim, but his point is that lower-income Brazilians do not want free software as much as what they see on TV or in ads. Even if his suggestion is not completely true, it reflects the wariness that advocates have learned through bitter experience.

Interest in FOSS still exists throughout Brazil, but signs of progress are hard to see in 2007. “There’re a lot of people doing almost nothing but talking a lot,” says Debian developer Otavio Salvador.

Read more at Linux.com

Brazil’s FOSS utopia image at risk

Fama do apoio ao software livre por parte do governo brasileiro pode ser uma bolha prestes a estourar? – Cobertura completa em português no Br-Linux.org

According to the international media, Brazil is a leader in free and open source software (FOSS) adoption. The New York Times describes the country as “a tropical outpost of the free software movement,” while BBC News claims that “Increasingly, Brazil’s government ministries and state-run enterprises are abandoning Windows in favour of ‘open-source’ or ‘free’ software.” However, FOSS advocates familiar with Brazil describe a less hopeful situation.

They talk about unsystematic support by the government, and a business atmosphere in which mention of FOSS is more about hype than understanding the underlying philosophy. They say violations of the GNU General Public License are commonplace. Some genuine FOSS adoption does happen, they say, but, too often, it is marred by inefficiency, and possibly widespread corruption.

During the first term of the government of Luiz Inacio Lula da Silva, which began in 2003, FOSS adoption was announced as a major policy. In addition to encouraging federal and state governments to switch to FOSS, Silva’s government also used FOSS in PC Conectado, a program to make inexpensive computers available to the Brazilian public. The announcements of these initiatives created the impression internationally that Brazil would soon become an example of FOSS adoption to the rest of the world.

However, not only is the potential of this promising start yet to be realized, but there are signs that pro-FOSS policies are stalling. When Silva was re-elected in late 2006, his party’s platform contained only one brief reference to free software — a general promise to “improve direct and remote service-rendering to citizens, simplifying procedures, training civil servants and broadening the technological base, including the utilization of free software.” Nothing of the earlier widespread plans for FOSS was in evidence. Possibly, this de-emphasis of FOSS is due to increased opposition by proprietary software interests, such as those trying to mount a constitutional challenge in the state of Rio do Sol against a law giving preference to FOSS solutions in the government.

Whatever the case, Brazilian advocates have learned to be skeptical about claims for FOSS. For example, although Conectiva (now part of Mandriva) widely publicized a deal with systems integrator Positivo that resulted in more than 90,000 computers shipped with Conectiva installed, Debian developer Gustavo Franco suggests that “almost all the users installed Microsoft Windows copies over that.” Franco does not substantiate the claim, but his point is that lower-income Brazilians do not want free software as much as what they see on TV or in ads. Even if his suggestion is not completely true, it reflects the wariness that advocates have learned through bitter experience.

Interest in FOSS still exists throughout Brazil, but signs of progress are hard to see in 2007. “There’re a lot of people doing almost nothing but talking a lot,” says Debian developer Otavio Salvador.

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LCA 2007 – ultimas considerações

A pedidos, esta vai em homenagem ao Clauber, que me deu o livro de aniversário dois anos atrás:

Happy Linuxing

Faltou comentar do jantar no Sydney Tower, devido a gripe esqueci detalhes ótimos. O restaurante é circular e fica girando, isto acho que falei. O que não falei foi o cardápio. Na verdade fomos ao buffet, onde havia uma variedade de frutos do mar, pratos indianos e chineses. E também churrasco de canguru… eu nem sabia que se podia comer canguru. Não gostei muito da carne não, achei que o camelo assado estava melhor 😀

No domingo a noite, encontramos a Pia, Jeff e amigos para jantar. Eu escolhi uma pizza de pato com molho de abacaxi, mas o Jeff insistiu a Val que pedisse a pizza de canguru. Desta vez achei que o tempero estava melhor, provei um pedaço. Mas ainda prefiro uma picanha…

LCA 2007 – Encerramento, festa e considerações finais

Depois da palestra da Kathy Sierra, ainda assisti a palestra do Flumotion, um servidor de streaming feito em C e com interface Python e GTK. Achei fantástica a facilidade de configuração. Você pode utilizá-lo para fazer streaming, gravar em disco nos diversos formatos: ogg, vorbis, mpeg, com audio separado ou não. O palestrante, Thomas Stichele, configurou um serviço de streaming na hora, com uma câmera simples. Depois fez a mesma configuração em um computador do projeto OLPC, e funcionou da mesma forma. O delay aí foi grande, entretanto.

Depois do almoço, minha gripe atacou e não consegui assistir nenhuma palestra, fui comprar remédios e fiquei conversando com a Pia. Depois ficamos esperando do lado de fora do teatro enquanto eles arrumavam tudo lá para a cerimônia de encerramento. Quando entramos, recebemos dois bastões fosforecentes, um verde e um vermelho. Nos sentamos, e começaram os agradecimentos, aos patrocinadores, aos volutarios, aos voluntarios que mais se destacaram.

Vários sorteios, como foi durante o evento. Notebooks Vaio, um servidor IBM, vários brinquedinhos eletrônicos. Depois, chamaram todos os palestrantes para o palco, e disseram ao público que fizessem perguntas aos palestrantes.

Palestrantes LCA 2007

No começo o público parecia tímido, e começaram com perguntas tipo KDE x Gnome, Vi x Emacs, até que chegaram na GPL 2 ou 3, o que provocou um “uuuuuuuuuuuuuuu” nos palestrantes, e a maioria preferiu não se manifestar. Um único falou a favor da GPL 3, apenas um comentario “GPL 2 ou superior”, no que não foi aplaudido nem apoiado, mas também não foi vaiado. Com o tempo as perguntas foram surgindo, debates sobre Microsoft, interesses em novos projetos depois das palestras, assuntos para o proximo ano. Durou uma meia hora, e foi muito divertido.

Chamaram então Donna Benjamin, que vai ser a coordenadora do LCA 2008. Um dos segredos do evento para estar sempre bombando é que a cada ano mudam a cidade e a equipe de organização. Isto é facil porque o evento tem um HOWTO, que ajuda quem vai organizar o próximo aprender com a experiencia dos passados. Como a Pia me disse, cada ano uma equipe se mata para fazer o evento, e não tem problema porque vai ser só aquele ano. O evento é impecável. Eles gostam de afirmar e comprovar todo o tempo que tratam os palestrantes como estrelas de rock. Somos mimados ao extremo. E pela audiência também, eles são super gentis, continuadamente vem te agradecer pela palestra, dizer que foi muito instrutiva ou inspiradora. Neste evento vc não tem dúvida que os patrocínios foram utilizados para o coffee break, para o kit do participante, para os premios, para a viagem dos palestrantes. Todos os palestrantes são convidados para o jantar dos palestrantes ou para os eventos oficiais da conferência, não apenas os amigos ou protegidos. E na cerimonia de encerramento, nada de discursos políticos ou rapapés para “celebridades” promovidas a hackers. E eu que achei que na India era diferente, agora acho que o diferente é só no Brasil mesmo.

Depois de tudo isto, nos contaram para que eram as barras fosforecentes: para jogarmos Space Invaders.

Space Invaders at LCA2007
Space Invaders

Verde move para esquerda, vermelho para direita. Infelizmente não funcionou… pena… Bom, depois da cerimonia, super divertida, fui trocar de roupa rapidamente no hotel e ir ao Penguin Dinner, oferecido por IBM e HP. A gripe atacando ao máximo, mas que seja, não ia perder a festa de encerramento. Leilão, fotos e retrospectiva dos eventos anteriores. O dinheiro do leilão do cartaz com a assinatura dos palestrantes é leiloado, assim como outros items. A organização dobra este valor. Outros grupos, pessoas e entidades, como a Universidade de New South Wales, vão dobrando o valor, e este ano uma doação de 80 mil dólares americanos foi feita a instituição responsável por recuperar a colônia de pinguins próxima a Sydney. O jantar era divertidíssimo, embora eu tenha esfolado meu nariz devido ao resfriado. Cada mesa tinha um peso segurando 3 balões cheios de gás helio, e muitos ainda tinham os bastões fosforecentes da cerimonia. Some isto a um bando de nerds se divertindo, e vc terá muitos bastões fosforecentes voando pelo salão amarrados nos balões sem peso, ou garrafas de vinho vazias cheias destes bastoes, ou ainda, drinks fosforecentes.

Drinks fosforecentes

Depois a festa continuou no andar de cima com muita música até a 1 e meia da manhã. Realmente, geeks e dança não são exatamente uma boa combinação, mas posso garantir que era hilário. Para terem uma noção, algumas pessoas constatavam espantadas que “você sabe dançar! eu não faço a menor ideia de como coordenar meu corpo com a música”. Mas o legal é que a maioria não se importava, estavam ali para se divertir. O pessoal do Flumotion fez o jogo funcionar, e logo se formou uma competiçãozinha. E a noite terminou comigo inalando gás hélio e cantando Fear of the Dark. Memorável, realmente.

Donna, coordenadora do próximo ano, veio falar comigo para eu incentivar mais linuxchix do Brasil a enviarem propostas. Fiquei surpresa hoje quando comentei na lista do Linuxchix Brasil que o evento cobre as despesas, e que a maioria das pessoas não imaginava. Sim, a maioria dos eventos prevê cobrir despesas de palestrantes. E com toda esta descrição, alguma dúvida que vale a pena?

LCA 2007 – Ultimo dia, palestra Kathy Sierra

Enfim, vamos aos acontecimentos do último dia:

O dia começou com a excelente palestra de Kathy Sierra. Ela é autora do livro Heads First Java, uma série que ensina divertindo.

A palestra dela era sobre como ter usuários apaixonados. Todos nós estavamos ali por um motivo maior que puro gosto, estavamos lá na maioria porque somos apaixonados por uma idéia. A diferença entre gostar e se apaixonar por uma coisa é simples: a paixão nos faz querer ser melhores, aprender mais, nos impulsiona a passar da linha de usuário a dominar um assunto. E uma das coisas que faz um produto ou uma idéia dar certo é conseguir usuários apaixonados. Como por exemplo o iPod, como o Linux. Quando realmente gostamos de algo, seja um software ou um hobby, como música, como fotografia, buscamos como nos tornarmos cada vez melhores.

E como ajudar seus usuários a se tornarem cada vez melhores, e por consequencia se encantarem com sua idéia e ajudarem a melhorar-la? Sua idéia tem que ser atrativa, tem que ser apresentada de maneira atrativa e interessante. O que significa acesso fácil, boa documentação.

If you want them RTFM, make a better FM

Só que a documentação tem que levar em conta como o cérebro funciona. Quantos de nós já estivemos em frente a uma página de documentação por horas a fio sem conseguir sair dali, por mais que nos esforçássemos a aprender. Isto é porque embora a mente queira, o cérebro não acha que aquilo é interessante. Sua mente fica dizendo “eu preciso aprender isto”, mas seu cérebro diz “isto é muito chato, eu não estou interessado”, e fica tentando encontrar coisas mais interessantes para fazer, buscando cheiro de pizza ou conversas paralelas. Isto precisa ser levado em conta quando você tenta chamar a atenção para o seu projeto. Que coisas chamam a atenção do cérebro? Que tipo de coisas seu usuário quer fazer com a sua ferramenta?

Um exemplo péssimo são câmeras. Um usuário normal quer saber como tirar uma foto bonita. Ao invés disso, a camera fala de modos, funções, abertura. (Até por isto gostei mais da minha câmera nova. A V1 tem muito mais opções do que a W70, mas eu não sou fotrografa profissional, não preciso e não me interesso em saber todas aquelas opções…) Quando se monta uma documentação ou apresentação, a primeira documentação deve ser voltada a como seus usuários podem usar melhor sua ferramenta para fazer coisas fantásticas. A documentação de como sua ferramenta é feita e como auxiliar no desenvolvimento, voltada ao publico que quer ajudar, esta pode ser voltada a desenvolvedores, ou a tradutores, evangelistas, sites de notícias. Aqui lembro de trechos da palestra do Zonker da Linux.com que acho que não comentei: acolha seus usuários não desenvolvedores. Providencie informações fáceis para quem quiser ajudar com documentação, tradução, internacionalização, divulgação.

A palestra foi muito divertida, com muita interação e imagens. A nova tendência de palestras são muitas cores, imagens e sons e poucas palavras nos slides. E com isto ela deseja que todos consigam usuários mais apaixonados e dedicados.