Mother

The river she is flowing, flowing and growing.
The river she is flowing, down to the sea.
Mother, carry me, your child I will always be.
Mother, carry me down to the sea.
Down to the sea…

Microsoft – “Foi apenas para ser mais transparente”

Felizmente, o painel com Novell e Microsoft durante a OSBC teve esta brilhante frase para alegrar meu dia.

O painel intitulado “O acordo entre a Microsoft e Novell é bom para o open source?” foi formado por

Jonathan Corbet, Executive Editor, LWN.net.
Sam Ramji, Director, Platform Technology Strategy, Microsoft Corporation.
Allison Randal, Open Source Evangelist, O’Reilly Media.
Justin Steinman, Director of Marketing, Linux & Open Platform Solutions, Novell, Inc.

Enquanto esperava começar, perguntei no canal do Linuxchix se alguem tinha sugestões de perguntas. A melhor foi a de Carla Schoreder, “porque Novell e Microsoft não conseguem concordar no que foi que eles concordaram?”. Um colega da Intel contou que ouviu o seguinte diálogo entre dois representantes da Microsoft na porta da sala: “São apenas 50 minutos, certo?” “Sim” “Ok, 50 minutos eu consigo aguentar”.

Depois das apresentações, cada um deu sua opinião sobre se o acordo era bom ou não. Foi apresentado um slide com as três áreas do acordo: interoperabilidade, negócios e propriedade intelectual. Jon Corbet foi o primeiro, e segundo ele, olhando para os dois primeiros itens, é bom. Porém no último, ele acha que não. Ele é um desenvolvedor open source há 10 anos, então ele conhece bem os mecanismos, e um dos principais é o respeito a quem criou um código ou teve uma idéia. “O que a Novell está pagando então se eles não sabem de nada a respeito de infringirem propriedade intelectual? Nós criamos e escrevemos nosso código, não o tomamos nem copiamos de ninguém”. Então com o acordo, com a Novell possivelmente dizendo “ah, sabe aquele código que estavamos usando e distribuindo, so um detalhe, pertence a outra pessoa”, ele se sentiria sendo chamado de ladrão. E ele também falou a respeito do sistema de patentes de software. Este sistema é apenas válido nos Estados Unidos, e existem tantas que ninguém mais consegue fazer uma aplicação sem infringir várias. Existem patentes não apenas de rotinas triviais bem como técnicas que já existiam e eram utilizadas muito antes das patentes se tornarem válidas. E neste ponto, o acordo também é ruim para o open source. E que a Microsoft estava utilizando técnicas de FUD abandando este leque de patentes.

Justin da Novell foi o próximo e pediu desculpas ao Jon se algum dia ele se sentiu chamado de ladrão. Da parte da Novell, a questão é puramente de compatibilidade e sossego dos clientes. Então ele acha que é sim uma coisa boa para o open source. Depois dele, Alisson Randal disse que ela acha que não importa. Que o acordo não diminui em nada o poder do open source. Fez uma metáfora sobre algum grupo que se acha muito mais inteligente que os demais, e para chamar a atenção deles você precisa bater muito neles. Mas uma vez que você conseguiu a atenção deles, é hora de parar de bater e começar a ensinar. Quer dizer, que deveriamos deixar de bater e ensinar a Microsoft. Um colega da Intel, o tempo todo dizia que não concordava em nada com ela. Quanto a primeira parte, que não importa, ele disse que importa e muito. Muitos executivos foram acordados as 6 da manhã no dia do anúncio pelos seus chefes e clientes para responder “você realmente pensa que seguir com open source é uma boa idéia?”

Depois veio o representante da Microsoft. Ele acha que era uma boa coisa para o open source, porque aumenta os negócios, pela segurança e confiança. Ele analisou os pontos e cuidadosamente contornou a questão de propriedade intelectual. Então vieram as perguntas. A primeira foi para a Novell, se eles ficaram felizes pelo anúncio da Microsoft por isto talvez aumentar as vendas, ou se ficaram infelizes pela ameaça e desconfiança que isto gera em torno do open source. Ele disse que ambos.

Alguém perguntou para a Microsoft se poderiamos esperar algum tipo de uniformidade nos comentários deles, porque desde o acordo a Novell parece ter sempre o mesmo discurso, enquanto diferentes pessoas da Microsoft fazem diferentes comentários e até mesmo as mesmas pessoas fazem comentários diversos em diferentes tempos. A resposta foi que a Microsoft, como uma boa empresa americana, acredita na liberdade de expressão, liberdade de imprensa e tudo mais. :~ Jon Corbet, como também da imprensa, foi convidado a comentar, e disse “eh, assim como a liberdade da Microsoft de dizer o que quiser para a imprensa”. Alisson disse que isto pode acontecer porque como qualquer grande companhia, existem pessoas inteligentes e pessoas não tão inteligentes, que são as que vc ouve mudando o discursto todo o tempo porque ainda não falaram com os espertos. (Ela parece acreditar que a MS não tem um plano geral por tras de tudo isto.)

Outra pergunta foi “o acordo foi de não processar clientes da Novell, e a respeito dos clientes da RedHat?” A resposta foi “A RedHat é bem vinda a fazer os mesmos acordos, e que eles estão disponíveis a todos”. Alisson disse “a RedHat nunca vai assinar isto”.

Entre um dos itens de interoperabilidade, estava listado compatibilidade entre MS Office e OpenOffice, Novell edition. Uma pergunta era se as modificações seriam enviadas de volta para o OpenOffice, já aparentemente a Microsoft ia fornecer informações sobre como o produto se comporta. Eles disseram que sim, que tem um acordo com a Sun e que todos os patches sao enviados para ela.

A ultima pergunta foi bastante incisiva, quais são as 253 patentes que vocês dizem que tem contra open source? A resposta foi que nenhuma empresa lista suas patentes, a IBM, Sun, outras não fazem isto. Então a seguinte pergunta foi que estas empresas não estão dizendo nada sobre terem patentes contra o open source, então porque foi que a Microsoft levantou esta bandeira. E a resposta foi: porque havia uma pressão muito grande da comunidade por transparência, e eles só estavam querendo ser mais transparentes. Muito poucas pessoas aguentaram a gargalhada, e o painel terminou. E realmente, valeu a pena ficar até o final para presenciar este momento.

Microsoft – “Foi apenas para ser mais transparente”

Felizmente, o painel com Novell e Microsoft durante a OSBC teve esta brilhante frase para alegrar meu dia.

O painel intitulado “O acordo entre a Microsoft e Novell é bom para o open source?” foi formado por

Jonathan Corbet, Executive Editor, LWN.net.
Sam Ramji, Director, Platform Technology Strategy, Microsoft Corporation.
Allison Randal, Open Source Evangelist, O’Reilly Media.
Justin Steinman, Director of Marketing, Linux & Open Platform Solutions, Novell, Inc.

Enquanto esperava começar, perguntei no canal do Linuxchix se alguem tinha sugestões de perguntas. A melhor foi a de Carla Schoreder, “porque Novell e Microsoft não conseguem concordar no que foi que eles concordaram?”. Um colega da Intel contou que ouviu o seguinte diálogo entre dois representantes da Microsoft na porta da sala: “São apenas 50 minutos, certo?” “Sim” “Ok, 50 minutos eu consigo aguentar”.

Depois das apresentações, cada um deu sua opinião sobre se o acordo era bom ou não. Foi apresentado um slide com as três áreas do acordo: interoperabilidade, negócios e propriedade intelectual. Jon Corbet foi o primeiro, e segundo ele, olhando para os dois primeiros itens, é bom. Porém no último, ele acha que não. Ele é um desenvolvedor open source há 10 anos, então ele conhece bem os mecanismos, e um dos principais é o respeito a quem criou um código ou teve uma idéia. “O que a Novell está pagando então se eles não sabem de nada a respeito de infringirem propriedade intelectual? Nós criamos e escrevemos nosso código, não o tomamos nem copiamos de ninguém”. Então com o acordo, com a Novell possivelmente dizendo “ah, sabe aquele código que estavamos usando e distribuindo, so um detalhe, pertence a outra pessoa”, ele se sentiria sendo chamado de ladrão. E ele também falou a respeito do sistema de patentes de software. Este sistema é apenas válido nos Estados Unidos, e existem tantas que ninguém mais consegue fazer uma aplicação sem infringir várias. Existem patentes não apenas de rotinas triviais bem como técnicas que já existiam e eram utilizadas muito antes das patentes se tornarem válidas. E neste ponto, o acordo também é ruim para o open source. E que a Microsoft estava utilizando técnicas de FUD abandando este leque de patentes.

Justin da Novell foi o próximo e pediu desculpas ao Jon se algum dia ele se sentiu chamado de ladrão. Da parte da Novell, a questão é puramente de compatibilidade e sossego dos clientes. Então ele acha que é sim uma coisa boa para o open source. Depois dele, Alisson Randal disse que ela acha que não importa. Que o acordo não diminui em nada o poder do open source. Fez uma metáfora sobre algum grupo que se acha muito mais inteligente que os demais, e para chamar a atenção deles você precisa bater muito neles. Mas uma vez que você conseguiu a atenção deles, é hora de parar de bater e começar a ensinar. Quer dizer, que deveriamos deixar de bater e ensinar a Microsoft. Um colega da Intel, o tempo todo dizia que não concordava em nada com ela. Quanto a primeira parte, que não importa, ele disse que importa e muito. Muitos executivos foram acordados as 6 da manhã no dia do anúncio pelos seus chefes e clientes para responder “você realmente pensa que seguir com open source é uma boa idéia?”

Depois veio o representante da Microsoft. Ele acha que era uma boa coisa para o open source, porque aumenta os negócios, pela segurança e confiança. Ele analisou os pontos e cuidadosamente contornou a questão de propriedade intelectual. Então vieram as perguntas. A primeira foi para a Novell, se eles ficaram felizes pelo anúncio da Microsoft por isto talvez aumentar as vendas, ou se ficaram infelizes pela ameaça e desconfiança que isto gera em torno do open source. Ele disse que ambos.

Alguém perguntou para a Microsoft se poderiamos esperar algum tipo de uniformidade nos comentários deles, porque desde o acordo a Novell parece ter sempre o mesmo discurso, enquanto diferentes pessoas da Microsoft fazem diferentes comentários e até mesmo as mesmas pessoas fazem comentários diversos em diferentes tempos. A resposta foi que a Microsoft, como uma boa empresa americana, acredita na liberdade de expressão, liberdade de imprensa e tudo mais. :~ Jon Corbet, como também da imprensa, foi convidado a comentar, e disse “eh, assim como a liberdade da Microsoft de dizer o que quiser para a imprensa”. Alisson disse que isto pode acontecer porque como qualquer grande companhia, existem pessoas inteligentes e pessoas não tão inteligentes, que são as que vc ouve mudando o discursto todo o tempo porque ainda não falaram com os espertos. (Ela parece acreditar que a MS não tem um plano geral por tras de tudo isto.)

Outra pergunta foi “o acordo foi de não processar clientes da Novell, e a respeito dos clientes da RedHat?” A resposta foi “A RedHat é bem vinda a fazer os mesmos acordos, e que eles estão disponíveis a todos”. Alisson disse “a RedHat nunca vai assinar isto”.

Entre um dos itens de interoperabilidade, estava listado compatibilidade entre MS Office e OpenOffice, Novell edition. Uma pergunta era se as modificações seriam enviadas de volta para o OpenOffice, já aparentemente a Microsoft ia fornecer informações sobre como o produto se comporta. Eles disseram que sim, que tem um acordo com a Sun e que todos os patches sao enviados para ela.

A ultima pergunta foi bastante incisiva, quais são as 253 patentes que vocês dizem que tem contra open source? A resposta foi que nenhuma empresa lista suas patentes, a IBM, Sun, outras não fazem isto. Então a seguinte pergunta foi que estas empresas não estão dizendo nada sobre terem patentes contra o open source, então porque foi que a Microsoft levantou esta bandeira. E a resposta foi: porque havia uma pressão muito grande da comunidade por transparência, e eles só estavam querendo ser mais transparentes. Muito poucas pessoas aguentaram a gargalhada, e o painel terminou. E realmente, valeu a pena ficar até o final para presenciar este momento.

Istaits

Qual o melhor caminho para chegar aos Estados Unidos? Na minha opinião, você vai à India, passa pela Espanha, depois à Australia e finalmente chega na terra do tio Sam. A esta altura, tudo aqui vai parecer completamente normal. Grandes carros, grandes autovias, grandes porções de comida e um café horrível.

Cheguei em Dallas semana passada, depois de 10 horas de classe econômica, onde geralmente eu não durmo se não estiver muito muito cansada. Depois de toda as checagens de segurança, procurando meu portão para conexão para Portland, com minha camisa , passo por três barbudos cabeludos gordos que não acreditam em mim. “Você não pode ser uma geek de maneira nenhuma”. “Claro que eu posso!”. Varias voltas pelo aeroporto. Duty Free aqui não deixa você comprar nada se você estiver chegando, só se estiver saindo…. O que me resta, tomar um expresso, e aí começa o contato com a verdadeira cultura americana. Só pra comprar um expresso, você precisa responder pelo menos umas 4 perguntas – grande/medio/pequeno, com leite/chocolate/creme, duplo/simples, bla bla bla bla… catzo. Passo uma nota de 100 pensando que eram 10, leve em conta que eu estava há muito sem dormir e ainda no fuso horário do Brasil. Então vejo o que fiz, e troco por uma de 5. Então a garçonete tenta me enrolar no troco, até tenta sair andando mas acordo a tempo. Pensei comigo “eu estou com sono, não sou estúpida”.

Finalmente, mais 5 horas depois, estou em Hillsboro, onde fica efetivamente um dos quartéis generais da Intel. Malas no hotel, lá vamos nós para o grande predio azul. Reuniões começam quase na mesma hora, são muitos projetos e pessoas para conhecer, e eu não vejo a hora de começar. Projetos de gerenciamento de energia, plataforma Itanium, drivers wireless, Mobile Internet Devices. Conheço Valsa Williams, a Gerente de Estratégia Linux & Open Source para Ásia. Combinamos de entrar num acordo sobre um nome padrão para todos os que vão fazer este trabalho. A semana foi toda assim. Mais detalhes no próximo post.

Primeiro jantar aqui foi em um dos típicos restaurantes em Portland – um indiano. Ah, e o almoço foi em um restaurante da comida mais típica dos EUA – mexicana. Dois dias depois, vamos a um japones. Eles colocam cream cheese no sushi!!!!!!!!!!!!!! Oh minha santa Sara Shiva!!!!!!!!!!

Jantar com várias Linuxchix, mulheres que estavam na Railsconf. Depois disto um bar com um grande balde de bebida alcoolica azul. Planos para uma festa antes da OSCON, que vai acontecer na semana em que vou fazer update do número da versão “de produção” – Sula 3.0.

Fim de semana em Santa Clara e São Francisco. Uma feira fantástica, a Maker Fair, onde você vê as coisas mais estranhas e legais que um geek é capaz de inventar. Domingo em São Francisco com Danese Cooper como guia turística. Finalmente uma boa pasta, um mlho excelente, um sorvete sensacional. Comida de verdade!

Mais um dia de reuniões em Santa Clara, no coração do Silicon Valley, ao lado da grande imensa fábrica da Intel. Chega Robert Chen, Gerente de Estratégia Linux & Open Source China. A tarde vamos para São Francisco novamente, onde ontem começou a Open Source Business Conference – provavelmente o sonho de consumo do Avi. Eu tento prestar atenção, mas não tem nenhuma novidade pra mim, exceto pelo fato que muita gente está ali para estudar empresas open source para investirem dinheiro. A programação tem várias palavras como negócios, investimento, due diligence, canal. Esta última levou um mês para eu entender, eu ainda não tem certeza se entendi, mas isto tãaaaaaaaaaao não me interessa… Ah, esta é ótima, uma conferência de business, cada empresa deve ter pago um bom patrocínio, e o almoço vem numa sacolinha, com um sanduíche, uma daquelas marmitinhas plásticas que você compra com comida pronta no supermercado, com macarrão, uma maçã, um biscoito e um pacote de batata frita… Mais a noite teve um bom cocktail com free margaritas.

E hoje, mais palestras sobre negócios. Um dos assuntos mais recorrentes é convencer todo mundo que não é bom para ninguém pegar carona e puramente aproveitar-se do trabalho dos outros sem nenhum retorno. A tarde tem um painél com a Novell e a Microsoft. Vai ser bastante interessante. Jon Corbet está no painel também, ontem estava conversando com ele e Danese passa por nós e diz para mim: “que bom, você achou outro amiguinho geek pra conversar”. Ela havia me avisado que a conferencia ia ser mortalmente enfadonha para mim. Mas até que tenho encontrado como me divertir, nem que seja no canal do #linuxchix. 🙂

Californication

Psychic spies from China
Try to steal your mind’s elation
Little girls from Sweden
Dream of silver screen quotations
And if you want these kind of dreams
It’s Californication

It’s the edge of the world
And all of western civilization
The sun may rise in the East
At least it settles in the final location
It’s understood that Hollywood
sells Californication

Pay your surgeon very well
To break the spell of aging
Celebrity skin is this your chin
Or is that war your waging

First born unicorn
Hard core soft porn
Dream of Californication
Dream of Californication

Marry me girl be my fairy to the world
Be my very own constellation
A teenage bride with a baby inside
Getting high on information
And buy me a star on the boulevard
It’s Californication

Space may be the final frontier
But it’s made in a Hollywood basement
Cobain can you hear the spheres
Singing songs off station to station
And Alderon’s not far away
It’s Californication

Born and raised by those who praise
Control of population
Everybody’s been there
And I don’t mean on vacation

First born unicorn
Hard core soft porn
Dream of Californication
Dream of Californication

Destruction leads to a very rough road
But it also breeds creation
And earthquakes are to a girl’s guitar
They’re just another good vibration
And tidal waves couldn’t save the world
From Californication

Pay your surgeon very well
To break the spell of aging
Sicker than the rest
There is no test
But this is what you’re craving

First born unicorn
Hard core soft porn
Dream of Californication
Dream of Californication

Silicon Valley, here I am. What’s your next wish?

Ubuntu * Summit – english version

This week is taking place the Ubuntu * Summit, in Seville, Spain. The event is formed by the Ubuntu Educational Summit, days 3 and 4, I skipped the Ubuntucon at 5th and joined the first days of the Developers Summit. There was several other Intel engineers around here, and much more Classmates than OLPC. I went there specially to the Educational Summit to understand better the subject.

The first day started with Richard Weideman explaining the motivation for the Summit. The main focus is Edubuntu, the distro based on Ubuntu to educational propose. Edubuntu is not a distro intended to be used on desktop, it is intended to build laboratories with LTSP. To take the most advantages of any educational project, they didn’t want to be restricted to Gnome or KDE, so they ported both within Edubuntu. This causes extra load and space consuming, all the libraries need to be installed and loaded to both environments. So they decided to work with LTSP team and develop an environment easily configurable to non technical administrators – teachers. Edubuntu has graphical tools to make this possible.

Also were presented several projects, like Tuxlabs and mEDUXa. TuXlabs is a project which have well documented and prepared in 7 steps the implementation of laboratories for schools and universities, now based on Edubuntu. I found very interesting some tips they gave on the end of the presentation, about things they learned along the years working with the project: for example, a computer lab means nothing if the educational curriculum do not have a propose for it, it needs to have activities involved in the courses.

The mEDUXa project is a distribution created with the same educational propose, but to me it looked a step forward in the interface item:

mEDUXa

I talked longer with Agústin, one of the responsible by the project, and he told me he had a list with educational software which was presented to the Canarias Islands government, with analyses and suggestions. The list was made some time ago though, it would need some updates. Then, he said he would take the content and publish in a wiki page – according to him, everything on the web now is made in wiki pages. And two days later, he shown to me the results – available here. The list with the applications is growing fast. That was the first great surprise of this conference, where several chats resulted in real actions.

At the first night, during a session of beer and “tapas”, I meet some people from the Andaluzia government, which gave me very impressive numbers about the usage of free software in schools and universities – something up to 165.000 computers, servers and clients. We talked about high availability too, which takes major importance in this scenario: if just 1% of the computers have failure, this means more than 1500 computers. And also they told me they do not just go giving and setting up computers and laboratories to any institution which ask so. To get this, the institution needs to present a project saying what they want to do with this laboratory, to propose changes in the educational program or show how the lab would fit on the existent one. And this was the major reason to Andaluzia to be chosen to host this Ubuntu * Summit.

Also was presented the Classmate PC by its team. The subject is well know, it is the project of Intel to lower cost notebooks and developed aimed to educational proposes. Just to remember: it is a Celeron 900 MHz, with 256MB RAM and 2Gb memory flash. Oliver Grawert is a Ubuntu developer, and was asked to demonstrate if Edubuntu would run on the Classmate. 24hs later, the result:


Oliver, Edubuntu e Classmate

I played with it a little bit, it works, but it is still away from the ideal. The 2Gb were 98% used, so any two applications running in parallel causes a major load on the Classmate. But now Oliver can make adaptations, minimize or remove unnecessary pieces, as ttys, LTSP and others. But the viability were well demonstraded.

During the Developer Summit days, I joined a few of the “official” sessions. One of them was the Kubuntu session, where I talked directly with one of the Adapter developers, and solved several doubts. The thing is, I tested Ubuntu several times, as well several other distributions, and I prefer KDE for graphical environment, so I always went with Kubuntu tries. And even that I have several successful cases in friends computers that I installed, everytime was my computer, the problems shown up. I use to say I have this gift or curse for finding bugs. Last time, Xorg was not working properly, so I thought “if I’m going to edit the xorg.conf, I’m going to install Slackware”. But as so much projects going on with Intel and Ubuntu – one of phrases I heard most was “how many Intel people here!”(we have even an engineer dedicated to port the development and patches to Ubuntu). So, this time, I decided to solve the problems. And one of those were the fact that Adapter didn’t find any package I wanted, like irssi. So I learned that the Add/Remove Program is an application intended to new users, so it has an basic interface and few set of software. To find any package for Ubuntu, I need to go to the Adapter Manager, in the System menu. I know how to use apt-get, and I had to use it some times, but if I’m going to use a distribution which claim to be user-friendly, and I’m going to present that to friends, I need to know how to use all the tools. So the developer took a note to create some kind of icon or box to inform the user about the difference and make easier to find the entire set of software available. And at that session, I even got my Compiz and desktop-effects working smoothly. I enjoyed a lot to play with squashing windows or running the cube of desktops. But everything is still black 😛

So, I had much more fun than I expected. I would like to especially thanks Jono, Oliver, Melissa, Rolla, Willy, Jane, and so many fun and welcoming people. Although they are bad influence for me 😀 – we always end up drinking until 3 in the morning – it was a memorable event. Who knows I maybe go to Ubuntu Live?

Ubuntu * Summit

Está acontecendo esta semana, em Sevilla, o Ubuntu * Summit. O evento foi formado pelo Educational Summit dias 3 e 4, pulei a Ubuntucon e participei dos primeiros dias do Developers Summit. Haviam mais uma dúzia de engenheiros da Intel aqui, e desta vez tem mais Classmates do que OLPC. Vim especialmente para o Educational Summit para começar a entender mais do assunto.

O primeiro dia começou com a abertura de Richard Weideman, explicando qual a motivação para o evento. O foco todo do evento é o Edubuntu, a distribuição baseada no Ubuntu para fins educacionais. O Edubuntu não é uma distribuição voltada para desktop, ao invés disto ele usa LTSP para criar laboratórios. Para tirar o máximo de proveito dos vários projetos open source desenvolvidos para isto, não quiseram limitar nem ao Gnome nem ao KDE na distribuição, o que implica em carga extra, afinal precisam ser instaladas e carregadas as bibliotecas dos dois ambientes. Então a decisão foi de trabalhar com o LTSP e desenvolver um ambiente que fosse facilmente configurável por administradores não técnicos – ou seja, professores. O ambiente já vem com interfaces de configuração para isto.

Foram apresentados diversos projetos, como o TuXlabs e o mEDUXa. O TuXlabs é um projeto que já tem documentado e preparado em 7 passos para implantação de laboratórios para escolas e universidades, atualmente baseados no Edubuntu. Achei muito interessante algumas dicas que eles deram no final, de coisas que eles aprenderam ao longo dos anos no projeto: por exemplo, um laboratório de informática não serve para nada sem que o currículo do curso envolva alguma atividade ali.

O mEDUXa é uma distribuição com o mesmo propósito educacional, mas que me pareceu estar um passo a frente na interface:

mEDUXa

Conversando com Agústin, um dos responsáveis, ele comentou que já tinha uma lista de aplicativos que foram apresentados ao governo das Ilhas Canárias, com análises e sugestões. A lista estava desatualizada entretanto, precisaria ver o estado atual dos projetos. Então, ele se empolgou, disse que iria colocar num wiki – segundo ele, tudo agora se faz em páginas wiki – e dois dias depois, ele me passou o endereço. A página com os aplicativos está sendo alimentada rapidamente. Foi a primeira grata surpresa do evento, onde várias outras conversas deram resultados efetivos.

A noite, durante uma rodada de cerveja e “tapas” – petiscos nos bares espanhois – conheci pessoas do governo de Andaluzia, que me deram números espantosos de utilização de software livre em escolas e universidades – algo superior a 165.000 estações, entre servidores e clientes. Conversamos sobre alta disponibilidade, que toma proporções muito importantes neste cenário: apenas 1% de computadores parados com falha são mais de 1500 computadores. E também que eles não vão simplesmente doando computadores e instalando em qualquer instituição que queira um laboratório, primeiro eles precisam apresentar um projeto dizendo o que pretendem com aquele laboratorio, propor mudanças no currículo ou mostrar como o laboratório se encaixa no currículo existente. E até por isto Andaluzia foi escolhida para sediar o Ubuntu * Summit.

Também houve a palestra da equipe do Classmate PC da Intel. O assunto já é velho conhecido de todos, a proposta da Intel para notebooks de baixo custo direcionados para propósitos educacionais. Para relembrar: é um Celeron de 900 MHz, com 256Mb de memória RAM e 2Gb de memória flash. Oliver Grawert é um dos desenvolvedores do Ubuntu, e foi incumbido da tarefa de fazer uma demo do Edubuntu no Classmate. 24hs depois, o resultado:


Oliver, Edubuntu e Classmate

Brinquei um pouco com o resultado, que ainda está longe do ideal. Os 2Gb estão 98% tomados, então qualquer duas aplicações que estejam abertas derrubam a máquina. Porém agora Oliver vai fazer adaptações, minimizar e remover o que não é necessário, por exemplo terminais texto e LTSP. Mas foi muito bem demonstrado a viabilidade.

Durante os dias do Developer Summit, participei de poucas sessões “oficiais”. Uma delas foi o Kubuntu, onde conversei diretamente com um dos desenvolvedores do Adapter e me foram esclarecidas as diferenças. O caso é o seguinte, eu já testei Ubuntu outras vezes, assim como várias outras distros, e prefiro o KDE como ambiente grafico, então sempre tentava o Kubuntu. Só que embora em máquinas de amigos tenha funcionado muito bem, nas minhas máquinas sempre despertavam a velha maldição de encontrar problemas. Na última tentativa, o Xorg não foi configurado, e eu pensei “se eu vou ter que editar o xorg.conf, eu vou instalar Slackware”. Mas com os novos projetos envolvendo a Intel e o Ubuntu – um dos comentários que eu ouvi no Summit diversas vezes foi “mas quanta gente da Intel aqui!”(temos inclusive uma desenvolvedora dedicada a portar os desenvolvimentos da Intel para o Ubuntu), resolvi persistir e resolver os problemas. E um deles era porque o Adapter não encontrava nenhum software que eu queria – como o irssi, por exemplo. Então descobri a questão: o ícone Adicionar/Remover Programas é voltado para usuários novatos, então ele tem um conjunto de aplicações limitado. Para encontrar todo e qualquer pacote, preciso ir no Adapter Manager, no menu Sistema. Sim, eu saberia usar o apt-get, e o fiz várias vezes, mais se eu for mostrar pra outras pessoas, preciso descobrir como funciona para leigos também. E com isto, o desenvolvedor tomou nota para criar um botão ou função que integre as duas aplicações, que são completamente separadas. Algo que informe ao usuário que se ele quiser todo e qualquer software disponível ele deve ativar ali. E de quebra, ainda instalei o Compiz e o desktop-effects, e devo dizer que ficar sacudindo janelinhas ou brincando de Baú da Felicidade – ficar girando os desktops como aquele jogo do Silvio Santos – é bem divertido. Mas meu desktop ainda é preto…

Enfim, me diverti muito mais do que imaginava. Gostaria de agradecer especialmente ao Jono, Oliver, Melissa, Rolla, Willy, Jane, e tanta gente divertida e simpática. Apesar de serem más companias – sempre me faziam beber até as 3 da manhã – foi mais um evento memorável. Quem sabe me empolgo a ir no Ubuntu Live?