La Mainson Dieu

Sorry folks, Portuguese only. It is such a pity for those who don’t speak it. You can’t understand saudade, neither Legião Urbana lyrics.

Se dez batalhões viessem à minha ruaRenato
E 20 mil soldados batessem à minha porta
Á sua procura
Eu não diria nada
Porque lhe dei minha palavra
Teu corpo branco já pegando pêlo
Me lembra o tempo em que você era pequeno
Não pretendo me aproveitar
E de qualquer forma quem volta
Sozinho pra casa sou eu
Sexo compra dinheiro e companhia
Mas nunca amor e amizade, eu acho
E depois de um dia difícil
Pensei ter visto você
Entrar pela minha janela e dizer:
– Eu sou a tua morte
Vim conversar contigo
Vim te pedir abrigo
Preciso do teu calor
Eu sou
Eu sou
Eu sou a pátria que lhe esqueceu
O carrasco que lhe torturou
O general que lhe arrancou os olhos
O sangue inocente
De todos os desaparecidos
Os choque elétrico e os gritos
– Parem por favor, isto dói
Eu sou
Eu sou
Eu sou a tua morte
E vim lhe visitar como amigo
Devemos flertar com o perigo
Seguir nossos instintos primitivos
Quem sabe não serão estes
Nossos últimos momentos divertidos?
Eu sou a lembrança do terror
De uma revolução de merda
De generais e de um exército de merda
Não, nunca poderemos esquecer
Nem devemos perdoar
Eu não anistiei ninguém
Abra os olhos e o coração
Estejamos alertas
Porque o terror continua
Só mudou de cheiro
E de uniforme
Eu sou a tua morte
E lhe quero bem
Esqueça o mundo, vim lhe explicar o que virá
Porque eu sou
Eu sou
Eu sou

6 thoughts on “La Mainson Dieu

  1. Liga não, daqui a pouco tá no youtube. O documentário em sí não teve nada de revolucionário, mas foi uma boa coletânea dos melhores trechos das melhores músicas. Mas nem tratou do Uma outra estação…

  2. Putz, quem perdeu o “documentário” perdeu somente as gravações originais da época, pois a história foi uma merlim… A Rede Globo tem a íncrível capacidade de fazer coisas assim… Novelizar a vida das pessoas…

  3. Que falta fazem poetas e críticos na nossa cultura, hoje tão aculturada onde o requebrar da morena, ou da loira, é o ápice da “música”.
    Por vezes parece que nos sobra “celebrar a estupidez humana…”

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