The Beautiful People

That’s is to remember to never believe in everything you hear. I was kind of afraid going to Marilyn Manson‘s concert. I don’t like even movies with fake blood and worms and similar, so I didn’t wanted to go to a show to see any disgusting thing. But I was really bored, I haven’t been in any good party or concert in São Paulo this year, so I couldn’t loose the opportunity, and I let my friend Marina convince me and Piter PUNK, her husband, to go. Thank you Marina!

As usual, we waited some hours in the line, then inside. A very boring gothic guy was alone on the line in front of us, and trying to make friends. But he was so boring, only talking about his rings or cape or beard… I mean c’mon, what a poser. Luckily, Piter and I share the same sense of humor, so when for the third time he tried to make me listen to some Depeche Mode music (!!!!), the following dialog happened:

Me: I don’t like this type of music
Boring guy: what? that’s awesome
Me: C’mon, Depeche Mode, The Cure, A-ha, is the same thing for me
Boring guy (trying to look cooler and making a stronger voice): yeah, but I have the best Metallica’s album, ha ha, what you think?
Piter: Tell us, you came here before to buy Sandy and Junior* tickets, they were all sold out than you bought Marilyn Manson’s ticket, right?

Laughing and peace, finally.

*Sandy and Junior are a very cheesy pop tenage idols, something like Britney Spears, Backstreet Boys level. They are going to play in the same place next month I think, and the tickets were already sold out.

Finally inside, the opening band was Maldita, a band from Rio de Janeiro. I never before saw a band so hated by the audience 😀 the band was really cool, the singer was a looser, maybe that’s why. Another hour waiting, having my feet smashed by the crowd, but I really wanted to see Manson closer. And he knows how to play with the audience. The show started half hour late, and people were going crazy, screaming “stop drinking and sniffing and come here play for us!!!”. When the lights, the fog and the first accords announced the beginning of the show, the sonofabgentleman made everybody wait for a couple more minutes before entering. When he starts to sing “If I Was Your Vampire”, the roar of the audience was amazing. The microphone had a big knife shape, and the lights were all red, but that was the farthest he went on the show.

Unfortunately, at this point, Marina was in tears – she was waiting for “10 long mot********* years” as Marilyn himself stated, since his last show in Brazil which she was not able to attend but was a fan even before that. We were not seeing a thing, thanks to our underprivileged height. So we went backwards, and saw the entire show from a point where we could see Marilyn all the time. Later, he spent most time one meter away from were we were before, but … who can talk to a hysteric fan 🙂

He played most songs from the new album, “Eat me, Drink me”. My favorite moment was the start of “Putting Holes in Happiness”.

“Blow out the candles
On all my Frankensteins
At least my death wish will come true.
You taste like Valentine’s and
We cry,
You’re like a birthday.
I should have picked the photograph
It lasted longer than you.”

The guitar player is brilliant. There was “Irresponsible Hate Anthem”, “Sweet Dreams” and “Heart-Shaped Glasses”, and that made me even go to tears. I know it doesn’t mean that, but for me it does:

Heart-shaped glass

The thing I hate in those shows is the duration: 1:20h. I had energy for a lot more head banging. But even so, it was really cool and relieving to scream like crazy and exorcise some of the voices in my head }:) I’m no MM’s fan, but that was a hell of a concert. No theater, no mutilation or chocking actions, just clear and loud metal. Lovely 🙂

Who sees me in suit and leopard fingerprint shoes, exchanging business card in a very “corporative” event the very next morning, doesn’t know my Sumalita Gárcia side…

“Next motherfucker’s gonna get my metal”

pt_BR

Isto é pra relembrar pra nunca acreditar em tudo que você ouve. Eu estava com um pouco de medo de ir ao show do Marilyn Manson. Eu sou muito impressionável, não gosto de filmes cheios de sangue falso, vermes e similares, então eu não estava afim de ir a um show ver coisas nojentas ao vivo. Mas eu estava muito entediada, este ano aqui em São Paulo não fui a nenhum show nem festa emocionante, então eu não podia perder esta oportunidade. Então eu deixei a Marina convencer a mim e ao Punk, marido dela, a ir. Valeu Marina!

Como era de se esperar, algumas horas esperando na fila, depois mais algumas esperando dentro da Via Funchal. Um carinha gótico muito chato estava sozinho na fila na nossa frente, e tentando fazer amizade. Mas ele era muito chato, só sabia falar dos anéis, ou da capa, ou da barba… putz, que poser. Felizmente, eu e o Piter compartilhamos o mesmo senso de humor, então quando pela terceira vez o pentelho pela terceira vez queria me fazer ouvir alguma música do Depeche Mode(!), o seguinte diálogo aconteceu:

Eu: Não curto este tipo de música
Chato: Po, como não, é muito massa
Eu: ah, fala sério, Depeche Mode, The Cure, A-ha, tudo a mesma coisa
Chato (engrossando a voz): ah, mas eu tenho o disco XYZ do Metallica, ein ein, tá bom pra vc?
Piter: Fala pra gente, tu veio aqui pra comprar os tickets pra Sandy e Junior, tinha acabado e daih tu perguntou: ‘então o que tem aí?’

Risadas e sossego, finalmente.

Finalmente dentro, a banda de abertura era a Maldita, do Rio de Janeiro. Eu nunca vi uma banda tão odiada pelo público 😀 a banda era muito boa, o vocalista era um mala. Vai ver por isto, ao levantar as mãos para acompanhar o ritmo da música, via-se muitos dedos médios erguidos. Depois do show e de mais uma hora esperando, tendo meus pés esmagados, mas eu realmente queria ver o Marilyn Manson de perto. E ele sabe bem como jogar com o público. O show começou com meia hora de atraso, com o povo enlouquecido gritando: “para de beber e cheirar e vem tocar!!!”. Quando as luzes piscando, o gelo seco e os primeiros acordes anunciaram o início do show, o filho daamado cantor ainda fez todo mundo esperar uns dois minutos. Quando ele apareceu e começou a cantar “If I Was Your Vampire”, o rugido da multidão era impressionante. O microfone tinha a forma de facão, e todas as luzes eram vermelhas, mas isto foi o mais longe que ele foi durante o show.

Infelizmente, a esta altura, a Marina estava chorando – ela está esperando este show “há 10 anos de merda” como Marilyn mesmo declarou, desde o último show dele no Brasil que ela não conseguiu ir, mesmo sendo fã dele antes disto. Mas ontem não estavamos vendo nada do começo do show, porque ele estava no fundo do palco, e nós somos meio baixinhas. Então fomos mais para o fundo de onde dava pra ver ele sempre, e ficamos ali o tempo todo. Logo ele foi para a frente e ia sempre para o lugar que ficava a um metro de onde a gente estava anteriormente, mas… quem consegue conversar com uma fã histérica 🙂

Ele tocou a maioria das músicas do album novo, “Eat me, Drink me”. Meu momento favorito foi o comecinho de “Putting Holes in Happiness”.

“Blow out the candles
On all my Frankensteins
At least my death wish will come true.
You taste like Valentine’s and
We cry,
You’re like a birthday.
I should have picked the photograph
It lasted longer than you.”

O guitarrista era brilhante. Eles tocaram entre outras “Irresponsible Hate Anthem”, “Sweet Dreams” e “Heart-Shaped Glasses”, e esta última me levou às lágrimas. Eu sei que não é esta a tradução, mas pra mim é:

Heart-shaped glass

A única coisa que eu odeio nestes shows é a duração: 1:20h. Eu tinha energia pra sacudir a cabeça por muito mais tempo ainda. Mas mesmo assim foi muito bom e relaxante gritar como uma louca e exorcizar algumas vozes na minha cabeça }:) Eu não sou fã do MM, mas foi um puta show. Sem teatro, sem mutilações ou coisas para chocar, apenas metal em alto e bom som. Adorável 🙂

Quem me vê de terninho e sapatinhos de oncinha, trocando cartões de visita em um evento “corporativo” na manhã seguinte, não imagina meu lado Sumalita Gárcia

“Next motherfucker’s gonna get my metal”

3 thoughts on “The Beautiful People

  1. Cruz credo!
    Não pelo show, mas pelo “seu lado” Sulamita Garcia… É parecido com o meu lado “aniquilação”. Não sei se esses ares e praias da infância têm alguma coisa de diferente, mas os sintomas são bem parecidos.

  2. sério mesmo que vc gostou?
    eu achei uma merda sem tamanho, ruim demais mesmo.
    eu fui no show de 97, na tour do antichrist, e foi coisa de outro mundo, de tão foda.

    dessa vez fiquei até com pena dele, de tão tosco…

  3. Alexandre: na verdade é Sumalita Gárcia, meu alter ego maligno 🙂 e eu acredito que todos temos nosso lado negro. A questão é que alguns conseguem lidar bem com isto e deixar este lado se expressar, como qualquer outra face nossa: social, pessoal, musical… outros preferem reprimir ao máximo, e quando explodem, se matam, se entopem de drogas ou saem atirando em um dia de fúria….

    Andre: adorei. Eu gosto mesmo de coisas assim, eu fui lá pela música, pela guitarra, pela voz meio sobrenatural dele. Mas realmente, quem estava esperando outro Anticristo superstar deve ter se decepcionado. Eu acho que esta nova fase mais sóbria e focada na melodia mesmo é muito bem vinda.

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