Ada Lovelace Day – My Heroines

“Ada Lovelace Day is an international day of blogging (videologging, podcasting, comic drawing etc.!) to draw attention to the achievements of women in technology and science.Women’s contributions often go unacknowledged, their innovations seldom mentioned, their faces rarely recognised. We want you to tell the world about these unsung heroines, whatever they do. It doesn’t matter how new or old your blog is, what gender you are, what language you blog in, or what you normally blog about – everyone is invited. Just sign the pledge and publish your blog post any time on Wednesday 24th March 2010.”

I have many heroes that inspired me to go ahead. Valerie Aurora, Telsa Gwynne, Pia Waugh, Akkanna Peck, Carla Schroeder, so many… but today I would like to talk about two women, who were the most inspiring for me from the beginning. One is a historical figure, other you may not know.

My historical figure is Grace Hopper. She is someone to admire. Seriously, she was an Admiral 🙂 As many women who made history in Sciences, she was born from a professors couple, who support her interest in academic studies. She is known for many things, the first computer bug, the concept of a compiler and the COBOL language. She won 7 awards for her amazing work in the Navy. She never retired, because every time she tried, they would call her again.

Once Jon Hall “Maddog” told me some stories about her. See, he meet her in person, and attended one of the many talks she would give to schools and academies about Computer Science. The first thing is she was a firm believer that is better to as for forgiveness than for permission. If you ask for permission to do something, you probably will have to fill many forms and reports, schedule, estimations… if instead of that you do it, they may ask ‘why did you do it?’ but you can say ‘sorry, but look! it solves this and that problem, look how great it is now!”. It must have worked, since she could never retired 🙂

The second thing is about nano and pico seconds. She is from the time when computers were huge, occupying entire rooms, and processing information in seconds or centiseconds. She was talking to a cadet once, and she expressed her frustration visualizing a nanosecond. Then she said ‘get me one nanosecond’. He said ‘I’m sorry?’ and she repeated ‘get me a nanosecond’. From time to time, she would see him and ask ‘where is my nanosecond?’. Some time later, this cadet goes to her and hands a piece of paper. She asks ‘what is this’ and he says ‘this is your nanosecond. This is the distance light covers in one nanosecond’. She was delighted, and whenever she would give talks about Computer Science, she would distribute nanoseconds – pieces of paper of 29.9792458 cm. Some years later, she met the cadet again, only now he was Captain. She said ‘you know, you did a great job with the nanosecond thing, would you be able to get me a picosecond?” This time it took him less than a day , when he came back with a black pepper seed, and said ‘this is your picosecond. In the space of one picosecond, light goes around the surface of this seed.’ After that, she would give away picoseconds, and Maddog still has his save.

My second story is about my first boss. When I entered my first year at university, the Federal University of State of Santa Catarina, I was looking for an internship. I came around this job in the Processing Data Nucleo(NPD) of the university, where they have openings for help desk. I had never ever turned on a computer in my life, I was really scared of doing so because I though I could break it. So I met Katia Juca, the manager of the help desk team for the entire campus. And that was my real beginning with Computer Science. Most classes at that point were about Maths and Logic, only one was programming, so for really getting experiences and using a computer, I had my internship. Kathia taught me the start of everything, and she couldn’t remember the last time she got someone so newbie at it. Under her management, I became a support engineer, than a sysadmin, and later support analyst. I’m one of countless people who passed by the NPD and later developed great careers. We had the best time, we had plenty of new toys to play, we had plenty of support from brilliant minds (I only wish I wasn’t so young to take better advantage of what I had there, but I think I turned out ok). But from all of them, Kathia always was my Amazing Grace. Thank you!

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“Ada Lovelace Day é um dia internacional para blogar (vale vídeo, podcast, desenhos, etc) para chamar atenção as conquistas da mulher em tecnologia e ciência. A contribuição feminina geralmente não é reconhecida, suas inovações pouco mencionadas, e suas faces dificilmente reconhecidas. Nós queremos que você diga ao mundo sobre estas heroínas, o que quer que elas façam. Não importa qual novo ou antigo seu blog é, qual seu genero, que idioma você ira blogar, ou o que você normalmente bloga a respeito – todo mundo está convidado. Apenas preencha a inscrição e publique algo no seu blog a qualquer hora na Quarta-Feira, dia 24 de Março de 2010.”

Eu tenho muitas heroínas pessoais que me inspiraram a seguir em frente. Valorie Aurora, Telsa Gwynne, Pia Waugh, Akkanna Peck, Carla Schroeder, tantas… mas hoje eu gostaria de falar a respeito de duas destas heroínas, aquelas que foram as maiores inspirações para mim. Uma é uma figura histórica, a outra você talvez não conheça.

Minha figura histórica é Grace Hopper. Ela é alguem admirável. Sério, ela era Almirante da Marinha dos EUA 🙂 Como muitas das mulheres que fizeram história em Ciências, ela era filha de professores, que a motivaram e incentivaram seus interesses acadêmicos. Ela é conhecida por muitas coisas, como o primeiro bug de computador catalogado, o conceito de compiladores e a linguagem COBOL. Ela ganhou 7 condecorações por seu trabalho na Marinha. Ela nunca conseguiu se aposentar, porque toda vez que ela tentava, eles a chamavam ao trabalho novamente.

Porém, em uma visita ao Brasil, tivemos a honra de conhecer algumas outras histórias curiosas a respeito dela de alguem que a conheceu pessoalmente e esteve em uma de suas palestras, Jon Hall Maddog. A primeira é que ela dizia que era melhor pedir desculpas que pedir permissão. Quando você queria fazer alguma coisa, se você dissesse ao seu chefe “posso fazer tal coisa, será bom por isto isto e isto”, geralmente ele vai pedir que vc preencha um relatório, escreva as vantagens e desvantagens, qual a previsão, o cronograma, as consequências… O invés disso, você vai lá e faz. E quando vierem dizer “porque você fez isto?” você diz “desculpe, mas veja, soluciona este e este problema!”. Deve ter funcionado com ela, já que eles não a deixavam se aposentar…

Outra foi sobre os nano e pico segundos. Ela é do tempo daqueles computadores enormes, que processavam informações em segundos ou centésimos de segundos. Ela certa vez conversando com um cadete estava falando: “sabe, eu posso entender o que é um centesímo de segundo, até mesmo um milésimo de segundo, mas não consigo entender um nanosegundo. Faz o seguinte, me arrume um nanosegundo”. Ele perguntou “como, oficial?” e ela repetiu “me arrume um nanosegundo”. Ele acatou, e frequentemente quando ela o encontrava, ela cobrava novamente “e o meu nanosegundo? Eu não vou esquecê-lo, me consiga um nanosegundo”. Meses depois, este cadete vem até ela e entrega uma folha de papel. Ela pergunta “o que é isto?” ele diz “isto é o seu nanosegundo. Esta é a distância que a luz percorre em um nanosegundo”. Ela ficou encantada, e como sempre fazia palestras sobre computação, passou a distribuir nanosegundos nas palestras: folhas de papel de 29.9792458 cm(segundo o wikipedia a medida que a luz percorre em um nanosegundo é esta). Alguns anos depois, ela encontrou este mesmo cadete, mas agora ele já era capitão. Ela disse “sabe, você fez um trabalho tão bom aquela vez com o nanosegundo, será que você conseguiria para mim um picosegundo?” Desta vez ele levou menos de um dia, aparecendo no outro dia com uma semente de pimenta preta, e a depositou sobre a mesa. Ele diste “este é o seu picosegundo. Em um picosegundo, a luz vai de um lado a outro desta semente.” A partir de então, ela passou a distribuir picosegundos nas suas palestras, e segundo Maddog, ele ainda tem o dele guardado.

MInha segunda história é sobre minha primeira chefe. Quando eu entrei na universidade, na UFSC, eu comecei a procurar por estágios, e encontrei esta vaga no Núcleo de Processamento de Dados, NPD. Eu nunca havia sequer ligado um computador na vida e morria de medo de queimar um ao tentar fazer isto. E neste ponto conheci Kathia Juca, a gerente do time de help desk to campus inteiro. E aquele foi a minha real iniciação em Ciências da Computação. A maioria das aulas naquele período eram sobre matemática e lógica, apenas uma sobre programação, então para ter verdadeira experiência em computadores, eu tinha meu estágio. Kathia me ensinou desde o começo de tudo, desde montar e desmontar uma máquina, instalar, configurar e resolver problemas. Ela não se lembrava a ultima vez que havia pego alguém tão novato na área. Sob o seu gerenciamento, eu me tornei primeiro atendente de help desk, depois administradora de sistemas e mais tarde analista de suporte. Eu faço parte de um imenso grupo de pessoas que passaram pelo NPD e dali seguiram para grandes carreiras profissionais. Nós passamos pelos melhores tempos ali, tinhamos muitos ‘brinquedos’ novos para testar, todo o suporte possível de mentes brilhantes que trabalhavam ali (eu apenas gostaria de não ser tão nova quando passei por ali e saber que eu deveria ter aproveitado melhor o que tinha disponível, mas no fim das contas, acho que consegui me desenvolver bem). Mas de todos, Kathia sempre foi minha Amazing Grace. Muito Obrigada!