Germany’s first all-women Hackathon – by Berlin Geekettes

This weekend, right after MWC13, I went to Germany’s first all-women hackathon, organized by Berlin Geekettes (in Berlin). The event was invite only, and I was one of the +100 women – yes, +100 women – who attended and spent the weekend hacking. You can see pictures summing up the event at I served as UX and designer consultant for two teams, and one of the teams came in 4th! Full details of this amazing experience bellow:

Berlin Geekettes started one year ago, founded by Jess Erickson, and in just one year managed to form a network of +400 women connected to technology, from developers, designers, to entrepreneurs and angel investors. The team was approached and invited to Google, Facebook and other companies, to present the group and talk about their experience. The main team is formed of 4 other women, including an events manager, a technical ambassador, an evangelist and an official photographer/designer. The website is, but it will be changed soon from a Tumblr based to a full CMS page.

The Hackathon was attended by more than 100 women. This is a remarkable number even for those who are active in female oriented online groups and know how many women are active but avoid regular events for a number of reasons. The absolutely majority was developers of web applications, very few C developers. I didn’t count how many ideas were pitched, but in the end 28 projects were finalized and demoed. The event was sponsored and hosted by Deutsche Telekom, which provided space, flawless internet access and technical support; SoundCloud, sponsoring meals, prizes and having engineers to support the apps development; Uber, a car service who offered every participant one free ride anywhere and anytime; plus 15 smaller sponsorships, several with onsite engineers to support the developers. Facebook wanted to be there but double booked, so they send a video message specially recorded for the event. The Hackathon ran officially for 24hs, with extra activities expanding the event to a total of 48hs.

The difference from the regular hackathon, besides being an all-women event, was the inclusion of a yoga stretching room, where a volunteer ran 10min sessions during the 24hs to help developers to take a break; real food, delicious, organic, provided by an independent chef; a crafts room, where Etsy helped developers to craft their mascot; the sponsorship of a car service company to give everyone the sense of safety and freedom to hack as long as they wanted, and 2 little kids supporting their respective moms during demo time. Besides that, was everything like any other hackathon, obsessive hackers coding away, groups collaborating, arguing, supporting each other.


The projects were posted using Hacker League website, and can be seen here . I participated in Journey Mix, a tool for finding tracks for long activities (the idea started to be pitched with “I used to go clubbing a lot. Now I go running a lot, but I miss the DJs”); and Bikeable Sounds, basically plotting your playlist into your bike path map. Both were using SoundCloud service. Journey Mix got the 4th place, and it’s live at The first prizes went to Monkey See Monkey Do (1st – helping children to understand their schedule); Life in Music (2nd; and Sound Pairs (3rd, another educational tool for teaching sounds to children). My other favourite idea was the Urban Sound Archive, Mood Swings, Wonder Belt and Flip It.

It was an overwhelming experience to find myself with so many female hackers, and I think we were all in this same state of wonderment. But as for reflections on the developer scene, I noted a few important insights:

–       many web developers are just doing HTML5 without any fuss about it. We just did, without calling it HTML5, most of the time it was called JavaScript/CSS programming.

–       two of the most cheered demos, that got the crowd excited, were about sensors. The Wonder Belt used tapping to play Tetris, and the LeapPlay, using the LeapMotion sensor device to play music.

–       having a common objective and appropriate tools made us all go miles this weekend. I learned tons of CSS, my colleagues learned tons about API programming, SoundCloud learned a lot about bugs in their API, and everybody went further than they imagine. I saw one of my colleagues doing this face many times during the time there

–       having a UX knowledge can really save tons of time from developers. I helped them to think about the objectives, similarities and differences into 3 projects thinking of merging, ending up in two different projects. Ideas about what should be shown, should be hidden, should be featured, presented and in what order helped the developers to focus and achieve a lot more than if they had to test every option.

There are some talks for expanding Berlin Geekettes, and one of the first chapters will be Munich Geekettes, supported by this happy hacker-turned-designer-over-the-weekend reporter. Now if you excuse me, I will crash again because this week was amazing, but I need to recharge.

Technical content

Para quem ainda não notou, eu não publico conteúdo técnico aqui. Antigamente ainda publicava muito raramente, mas agora que faz parte do meu trabalho, minhas publicações estão concentradas na Intel Developer Zone. Os artigos são exemplos do que ando trabalhando no momento – agora por exemplo estou começando no mundo de desenvolvimento de aplicações para Ultrabooks usando sensores. Toque, GPS, começando agora com acelerômetro, NFC, etc. Também tem algo de HTML5, o que vou expandir no futuro. Então se você quiser saber o que ando fazendo na parte técnica, ou saber mais sobre desenvolvimento para Utrabooks, pode dar uma olhada nos meus artigos e claro, visitar todo o conteúdo disponível na IDZ.

For those who haven’t noticed yet, I don’t publish technical content here. I used to do that seldom before, but now that’s is part of my job, my articles are published at the Intel Developer Zone. Those articles are samples of my work at the moment – right now for instance I’m starting on the development for Ultrabooks using sensors. Touch, GPS, now going into accelerometer, NFC, etc. There is also some content about HTML5 that I intend to expand in the near future. So, if you would like to know what I’ve been doing on the technical side, or to know more about Ultrabooks development, you can check my articles and of course, all the content available at IDZ.

Buscando argumentos contra o machismo na comunidade?

Há anos – provavelmente uma década já – falo a respeito do machismo e misoginia na comunidade. Infelizmente pouco mudou. Os episódios são frequentes, os argumentos são os mesmos. Mas a boa notícia é que hoje você já pode encontrar recursos para saber 1) como identificar e 2) como responder.

Por incrível que pareça, um dos argumentos mais usados e mais eficientes em uma discussão é acusar a vítima de ter uma reação desproporcionada, de não ter senso de humor, de que não tem nada demais. E como somos criadas – as mulheres – para sermos conciliadoras, sempre acabamos questionando se a culpa não é realmente nossa, se não entendemos errado. Dica: se você se sentiu ofendida, diminuída, atacada, a probabilidade é que foi sim intencional.

Mas o melhor mesmo é saber como responder. Saber que existem táticas milenares de desacreditar uma pessoa, de atacar ela pessoalmente, de ofender anonimamente, de dar voltas ao assunto, usar a carta da liberdade de expressão, do anti-politicamente correto(o que daria um outro post). Saber identificar e como responder é fundamental para sua sanidade mental e evitar que, como tantas outras, você acabe tão desiludida que simplesmente abandone.

Então, vamos aos recursos – todos em inglês ainda:

Geek Feminism Wiki – com 95% de probabilidade, a situação que você se encontra já foi documentada. Os argumentos utilizados, o que está implicito nestes argumentos e como desmascará-los. Ali você pode encontrar também uma linha do tempo de incidentes – e olha que nem contamos os brasileiros – mitos a respeito dos grupos feministas online e até uma cartela de bingo. Sim, bingo, porque toda vez que você ver um incidente machista, pode tirar sua cartela e começar a contar o tempo que os argumentos vão ser listados. Recursos assim possibilitam dissecar uma discussão e observar os argumentos e métodos utilizados para manter a situação como ela está, como por exemplo o mais recente incidente desta semana. Existem mais de 600 artigos sobre diversos assuntos, mas em se tratando de um post em português para a comunidade feminina brasileira, eu gostaria de particularmente apontar para este artigo. Leiam e reflitam.

Ada Initiative – Valerie Aurora e Mary Gardiner decidiram que era hora de alguem dedicar-se em tempo integral a melhorar esta situação. Elas fundaram a Ada Initiative, uma organização sem fins lucrativos que as possibilita concentrar-se nestas situações, oferecendo consultoria, treinamentos, o que aparecer. Ano passado 30 eventos implementaram a política de intolerancia ao machismo e discriminação, o que foi um tremendo avance. Para manter esta iniciativa são necessário doações e patrocinadores. As doações podem ser de qualquer quantia, e se você conhece alguem que poderia considerar um patrocinio maior, apresente esta página. Agradecemos todas 🙂

Existem claros muitos grupos de apoio como Linuxchix, Debian Women e outros. Mas a iniciativa prática de começarmos a documentar e ter uma participação mais ativa que reativa me parece muito eficaz. O tempo dirá…

Chegando lá

Eu tenho ouvido de vez em quando esta frase – você chegou lá. Ouvi algumas vezes na vida, mas ultimamente tem sido mais frequente, seja de um parente que me descobriu na internet ou um conhecido de muitos anos.

Eu sempre achei esta frase um pouco confusa. Lá onde? Ou melhor, aqui, e aqui é onde? Eu imagino que queiram dizer que eu cheguei a um lugar confortável, reconhecido, de sucesso. Porque onde é aqui mesmo, se nem eu sei, imagino que seja difícil imaginar para qualquer um. Quem me conheceu antes geralmente não consegue imaginar ou dimensionar minha vida agora. E quem me conhece agora não consegue imaginar ou dimensionar o que foi antes. Eu agradeço quando me falam isto, mas até pra mim é difícil olhar pra trás e ver o começo.

Mas o que eu sempre fico com vontade de dizer para estas pessoas é que na verdade, você nunca chega lá. Quando você chega lá, ao horizonte que havia visto anteriormente, já tem um outro horizonte a vista. Tem gente que nem começa a viagem, porque o horizonte está longe. Tem gente que nunca para pra contemplar a vista…

Acho que muita gente se refere ao “chegar lá” de maneira financeira. E certamente, minha vida é muito mais confortável agora. E muito mais segura, principalmente morando fora do Brasil. Mas a máxima que dinheiro não trás felicidade foi comprovado por um estudo, que tentou descobrir se as pessoas eram mais felizes sendo mais ricas que outras. E descobriram que existe um ponto onde mais dinheiro não significa mais felicidade. Até um certo ponto sim, porque a falta de dinheiro é uma causa de infelicidade. Mas o excesso dele não faz diferença. Nos EUA este valor é estimado em US$75mil ao ano. Menos que isto pode te fazer infeliz, mas depois disto sua felicidade é a mesma que quem ganha US$300mil ao ano. Simplificando o estudo, “depois que você tem dinheiro suficiente para ir no cinema e comprar pipoca sem se preocupar com a conta de água, sua felicidade entra em um platô”. Eu gosto de ganhar o suficiente para ter uma vida confortável e pensar no futuro, mas gosto muito mais de aproveitar o agora que guardar pra depois. Eu sempre pensei que quero aproveitar a vida agora, viajar, quando estou jovem e com saúde. Esta história de trabalhar demais e acumular pra depois ter que gastar com remédios nunca foi pra mim… alias, ja escrevi uma vez minha opinião sobre dinheiro aqui…

E o fato de que o mundo é redondo tem uma consequência que muita gente que “chega lá” falha em entender – você não vai estar sempre por cima. Eu vejo isto vez após vez após vez… seja alguém que ganhou uma promoção ou alguém que começou a ser reconhecido na comunidade – já que muita gente que vem a este blog vem da mesma comunidade. Parabéns se você começou a ser reconhecido e se até te convidam para palestras! Mas isto não faz de você um guru de suma sabedoria. Nem uma celebridade. Pensa – são 7 bilhoes de pessoas no mundo; cerca de 1,5 bilhão tem acesso a internet; a maioria usa open source sem saber, mas a comunidade contribuidora em si deve corresponder a que… umas 300 mil pessoas? Não faço ideia, mas você entendeu o conceito ne? Então, deste suposto numero, qual seria este número para o Brazil? Mesmo que você tenha viajado para outros países, a probabilidade é que você conheceu apenas uma pequena parte, e que foi conhecido por mais alguma parte. E você aí já se achando um Tanembaum? Um Júlio Neves? 🙂

Ou novos gerentes que acham que de agora em diante, são imperadores e podem fazer o que quiserem. Ou que não devem mais ‘se misturar’. E descarregam todas suas frustrações e complexos nos subordinados. Novamente, o mundo gira… e pessoas que antes tinham uma divisão de várias dezenas de pessoas podem virar “contribuidores individuais”, como chamam. E os antigos subordinados podem agora estar em posições de poder, posições que poderiam ajudar… ou repetir o mesmo padrão.

Você sempre vai estar por baixo em algum momento no futuro, e eu acredito que aí vão te cobrar o que você fez quando estava por cima. Ter noção do sucesso trazido pelos seus esforços e trabalho são ótimos. Saber se defender da inveja alheia é necessário. Mas também manter em vista o seu real tamanho no mundo ajuda a não deixar isto “subir a cabeça”. E é isso que eu gostaria de encontrar uma maneira simples de demonstrar para todo mundo, mas sempre vai ter alguém achando que é o Escolhido… aí só resta ter paciência e esperar o mundo girar novamente…

E quanto a mim, é uma sensação boa olhar para trás e não ver o começo. Mas olho pra frente e ainda não vejo o final, o que é ainda mais emocionante 🙂

Matéria no Correio Braziliense – Aposta no software livre

Reproduzo aqui a matéria publicada na sessão de tecnologia do Correio Braziliense. Fiquei surpresa e imensamente honrada de ter o depoimento da minha primeira chefa e guru Kathia Juca, e da diretora de publicações da SBC, Karin Breitman. Muito obrigada!

Sulamita Garcia, engenheira de marketing técnico de um gigante do mercado, é a última personagem da série sobre mulheres na área da tecnologia da informação. A catarinense direcionou a carreira para o ramo dos programas de código aberto

» Thais de Luna

“No meu último ano do Ensino Médio, entrei em contato com computadores em um escritório onde trabalhei. Fiquei curiosa para mexer com essas máquinas e decidi tentar ciências da computação na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para descobrir mais sobre elas.” Assim começou a trajetória de Sulamita Garcia, uma catarinense de 34 anos, no universo da tecnologia.

Ela não imaginava que sua curiosidade a levaria a ser, um dia, engenheira de marketing técnico para a Europa do programa de desenvolvimento AppUp, da Intel – uma das maiores multinacionais do setor tecnológico. A jovem de cabelos vermelhos acertou na decisão do curso e começou a buscar descobrir qual especialização mais lhe interessava. “Trabalhei com desenvolvimento de sistemas, segurança, suporte e, mais recentemente, com marketing técnico, que é a divulgação de material técnico para outros profissionais”, detalha Sulamita. Ela considera a área em que atua hoje em dia muito interessante, pois “sempre aprende coisas novas” e tem “novos desafios”, o que acaba com a sensação de rotina.

Sulamita começou na Intel em 2007, como administradora de comunidades open source – referentes a softwares livres (também conhecidos como programas de código aberto). Empolgada, decidiu acrescentar à função o trabalho com outras empresas e o desenvolvimento de estratégias para novos produtos, soluções de problemas inovadoras e ações de marketing alternativas. “Foi uma fase extremamente enriquecedora para minha carreira, na qual aprendi muito sobre estratégia e desenvolvimento de negócios, deixando um pouco de lado a área técnica”, afirma. Além disso, ela considera que era muito gratificante atuar com a comunidade de código aberto de maneira integral, algo que, antes de ir para a companhia, fazia apenas no tempo livre.

Em 2009, surgiu a oportunidade de ser engenheira de marketing técnico de open source na Europa, mais especificamente em Londres, na Inglaterra. “O perfil específico para esse tipo de trabalho é de alguém com experiência técnica, mas que também mantenha relacionamento com clientes. Abracei a oportunidade”, relata. Para ela, foram dois anos que lhe acrescentaram muito profissionalmente, pois pôde trabalhar com equipes de nações distintas. “Em seguida, veio mais uma oportunidade de mudança, para atuar em Munique (Alemanha) com o programa Intel AppUp para Desenvolvedores, em que educamos desenvolvedores de aplicativos sobre as oportunidades criadas pela AppUp Store e os ajudamos a enviar suas criações”, esmiúça.

Por iniciativa própria, Sulamita tem estudado a influência da parte psicológica dos indivíduos na área de design, consumo e decisões. “A companhia tem grupos de análise da experiência do usuário, novos métodos de pesquisa de mercado e design, setores que são fascinantes para mim”, admite. Como o programa que comanda é voltado diretamente para consumidores e desenvolvedores, a catarinense acredita que essa percepção é importante para desenvolver produtos atrativos e fáceis de usar, que contem com o engajamento dos usuários.


Segundo a superintendente de governança eletrônica e tecnologia da informação e comunicação Kathia Regina Lemos Juca, professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e quem orientou Sulamita no trabalho de conclusão de curso, a ex-aluna conseguiu contribuir com a sociedade a partir da divulgação e da desmistificação do uso do sistema operacional Linux. Durante todos os anos em que conviveram, as características da personalidade da catarinense que mais chamaram a atenção da professora foram a perseverança e a postura ética da pupila. “No decorrer da graduação, ela enfrentou muitas dificuldades e percalços, devido a problemas financeiros, mas ela aceitava e enfrentava os desafios. Manteve-se durante toda a graduação com bolsas de apoio ou de pesquisa oferecidas pela instituição e nunca se deixou abater, sempre bela e muito positiva”, assegura.

Ela recorda que a jovem, que já se interessava por Linux e código aberto, teve mais influência para entender essas questões na faculdade. “Como sempre tivemos um numero razoável de equipamentos, ficava muito caro pagar a licença de softwares. Então, sempre foi incentivado o uso de open source em nossos servidores e em aplicações para a internet”, detalha. Kathia afirma que a presença de representantes mulheres em grandes companhias de tecnologia podem influenciar de maneira positiva aspirantes ao curso de ciências da computação.


A diretora de publicações da Sociedade Brasileira de Computação, Karin Breitman, professora do Departamento de Informática da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), conta que Sulamita é um exemplo para outras mulheres, principalmente no Brasil, de que é possível ter uma carreira bem-sucedida no mundo da computação. “Apesar de essa ser uma indústria de pessoas, em que se fala da importância do Bill Gates e do Steve Jobs, pouco se aborda sobre as contribuições pessoais técnicas, de engenheiros de verdade. A Sulamita é uma dessas pessoas que têm sucesso muito grande no mundo corporativo”, conta Karin.

Segundo a integrante da SBC, há um crescimento no número de vagas em empresas de tecnologia, mas muitas garotas nem sequer ingressam nos cursos de computação. “A gente tem mais ou menos três ou quatro ofertas de emprego por aluno”, reporta. Ela diz que, para convencer garotas a seguir o interesse que têm por computadores, usa casos como o da brasileira da Intel, como forma de apresentar possibilidades de emprego para essas jovens. “É fundamental mostrar o que fazem pessoas nessa área, abrangendo programação, design, arquitetura de software.”

Para Karin, o preconceito em ingressar na área não é apenas dos homens, mas das próprias mulheres. “Elas acham que vão ficar masculinizadas, com estigma de nerd. E então vem o exemplo da Sulamita, que tem uma boa carreira e ainda assim se arruma, é menininha, fala bem”, destaca. “Eu a acho sensacional. Ela tem um aspecto técnico muito forte, principalmente porque trabalha com Linux. E ela consegue mostrar que continua sendo feminina, mesmo em um emprego dominado por homens.” É essa diversidade de gêneros e culturas na indústria que, de acordo com Karin, faz o mercado evoluir.

Design in a box

As many people, I’m a big fan of Japanese cuisine. I can’t say I love everything, because I’m passed over the assumption that if I like sushi, I will like any kind sushi or any Japanese dish. One trip to an authentic Japanese restaurant in California proved me this. But still, I like try my choices with new dishes once in a while.

One good way to do it is with a bento box. A bento box it’s a complete meal, but with many items in small portions, so you can taste several dishes and preparations.

Bento Box at Haguruma this weekend, Munich

However, have you really observed a nicely packed bento box into details? I must confess I haven’t, until I was reading Emotional Design. A bento box has several purposes, some basic but some very subtle:

  • To have a nutritional balanced meal. Looking at it, you see protein, carbohydrates, and vegetables.
  • To have a diversity of tastes and offer the possibility of trying different options
  • To have a beautiful presentation, making the consumer inspired and feeling good by looking at it. The major aim would be to have that little sad feeling for destroying such piece of art before eating it.
  • To pack as many different dishes as possible, in such small space.
  • And mainly, to show off the chef’s ability in delivering a nutritional, delicious, packed but yet beautiful meal in constrained space

A bento box it’s a great example of a good design. It has the purpose of feeding and serves this purpose, but adds the extra quality by balancing ingredients and displaying them in a form of art.

As I was thinking over my bento box this weekend, I started thinking on services that lately are becoming very popular into delivering information into a fun and visual form. We all probably have been over extensive reports on market researches and numbers and projections over 150 boring pages. But more and more data companies are starting to offer some other options, like this graphic I’ve seen this weekend:

60 Seconds - Things That Happen On Internet Every Sixty Seconds
Infographic by- Shanghai Web Designers

I do hope this trend continues and improves. Now if you excuse me, this whole bento box talk made me hungry!

Minimoe na Alemanha

Este post é dedicado a amigos e familiares que chegaram a conhecer e amar a Minimoe. Se você gosta de gatos ou apenas curiosidade sobre viajando com gatos, também pode lhe interessar.

Sempre gostei muito de gatos, e sempre tive gatos desde pequena. Tenho a mais profunda convicção da lenda absurda que os rondam – gatos são animais carinhosos, leais e compreensivos. São muito mais independentes e tem muita personalidade, o que os torna ainda mais especiais.

Em 2003, em um período difícil da minha vida, encontrei Minimoe para adoção em uma comunidade no Orkut. A dona não podia mantê-la mais, e ela foi morar comigo. Passou os primeiros dias dentro do guarda-roupa, mas aos poucos foi se acostumando e viramos grandes amigas.

E com o tempo fui aprendendo sobre sua personalidade. Minimoe é extremamente carinhosa, companheira e preguiçosa. Mais que isto, costumo dizer que é uma dama, sempre delicadinha e com bons modos – bom, nem sempre… mas foi criada em apartamento desde que nasceu, tinha terror de ir para a rua. Enquanto vivi em São Paulo, meu apto foi palco de muitas festas e visitas, e Minimoe fazia questão de cumprimentar qualquer um que chegava. Ela não gostou apenas de uma pessoa que passou por lá, preferia meus amigos homens e tinha uma preferencia especial por loiros. Também me acordava pontualmente as 5 da manhã se não tinha comida para o lanche da madrugada, miando algumas vezes e colocando a pata no meu nariz se eu tentava ignorar-la – logo aprendi a nunca ir dormir sem ver se ela tinha o suficiente para a noite. Ela come pouco porém várias vezes ao dia, e uma vez pela noite. Muito curiosa, ela precisa cheirar tudo que se come ao redor dela, mas não quer nada além de ração. A única excessão é kani-kama e azeitonas – sempre que pedíamos pizza nas festinhas, ela não deixava ninguém comer se não ganhasse uma azeitona. Também ama catnip. Uma vez provavelmente por desatenção minha ela encontrou um pacote – quando voltei pra casa depois do trabalho, ela estava literalmente trançando as patas. Ela também tem o hábito de chamar quando é horário de dormir – 11:30 geralmente ela subia na cama e começava a miar, até eu largar o computador e ir dormir.

Porém ao começar a trabalhar para Intel e viajar muito mais frequentemente, ela ficava sozinha muito frequentemente. Minha anja veterinária Marina a visitava sempre, mas eram claros os sinais de stress. Tentei adotar uma compania, que foi muito mal recebido por Minimoe e depois de quatro dias sem dormir com a zona na casa, infelizmente devolvi.

Ainda gostaria de adotar um gato preto ou um bengal, mas vamos ver. Mas com tantas viagens, achei melhor deixar ela com alguém que pudesse dar mais atenção. Assim Minimoe se mudou para Florianópolis, onde foi viver em uma casa com outra gata e, horror dos horrores, um cachorro… sua nova companheira era Bianca, uma gata persa branca criada pela minha irmã, dona de uma personalidade não muito amigável. Minimoe sendo a lady que é, não tinha a menor ideia do que fazer para se defender. Minha mudança para Londres não ajudou muito já que a lei britânica prevê uma possível quarentena para animais vindos de certos países inclusive o Brasil. Mas apesar dos cuidados da minha irmã, apaixonada por animais desde sempre, era claro para mim que Minimoe não estava feliz e protestava muito. Então quando decidi me mudar para Alemanha, logo comecei a buscar maneiras de trazê-la.

As regras da União Européia são primeiro, o animal portar um chip eletrônico que o identifique. Segundo ter a vacinação atualizada, esperar um período de 30 dias, coletar sangue e fazer testes em centros certificados – no caso o Instituto Pasteur em São Paulo – e esperar 3 meses em observação. Após isto, se tudo estiver bem, o animal pode viajar. Depois de combinar tudo com a veterinária – Dra Carla Sales, de Florianópolis, que cuidou de todos os procedimentos – busquei maneiras de trazer-la. Uma estimação a partir de um site de transporte internacional de pets me rendeu uma cotação de 2300 dólares. Are you kidding me? Por este preço vou eu buscar-la. Então pensei em um amigo que atualmente mora em Florianópolis e está frequentemente pelo território europeu – santo KD Hélio Castro 🙂 e tudo combinado para Minimoe vir. Helio teve que ir no Ministério da Agricultura, onde encontrou uma funcionária que havia começado uma semana antes e ainda estava descobrindo o que fazer; mais o fato que a TAM usa um modelo de caixa de transporte completamente aleatório, o que para mim apenas serve para evitar que animais sejam transportados na cabine. Mas Minimoe então faria o trajeto até São Paulo no bagageiro de animais, e via Lufthansa até Munique na cabine.

Para minha surpresa, parece que ela ficou bastante calma durante toda a viagem. A TAM quase a esqueceu no bagageiro, coisa que sabiamente Helio só me contou depois que chegaram. Mas com a Lufthansa, nenhum problema, o vôo vazio possibilitou uma fileira apenas para os dois – Helio e Minimoe – e ela pouco se manifestou. E finalmente, quase 18 horas depois de sair de Floripa, ela chegava a nova casa.

Ao abrir a caixa de transporte, ela parecia um pouco ressabiada, mas nem de perto o assustada que eu esperava. Cheirou algumas coisas, mostrei para ela seu novo banheiro – uma caixa com porta de plastico com areia sanitária dentro – a fonte de agua e uma caminha confortável. Ela deu uma volta e parecia querer se recolher dentro do seu banheiro. É normal para gatos passarem dois ou três dias entocados em algum lugar quando vão a uma casa nova. Mas eu quis deixá-la o mais a vontade possível, e então saquei meu truque infalível – Whiskas sachê. Apenas a visão do pacote já lhe fez esticar o pescoço, o cheiro lhe animou a sair da toca. Enquanto ela comia eu conversava e lhe fazia carinho, e ela começou a reconhecer alguma coisa. Ela ia cheirar meus sapatos e armario, caixa de meias e camisas – a casa ainda tem coisas minhas em caixas já que nos mudamos há uma semana – e vinha me cheirar. Algumas vezes fazendo isto e aparentemente ela se lembrou que já moramos juntos muito tempo, e começou a explorar a casa como se reconhecesse quase tudo. Passamos um bom tempo fazendo reconhecimento da casa juntas, e em menos de uma hora ela já se sentia confortável o suficiente para se arriscar no andar de baixo. O sinal maximo de contentamento veio logo depois, com ela rolando pelo chão e ronronando.

A noite ela passou algum tempo comigo na cama antes de dormir mas logo foi colocada para dormir na sua caminha fora do quarto. Quando acordei ela já estava esperando, passeando pelo andar de baixo e curiosa pelo que havia lá fora. Lhe mostrei a sacada, onde certamente ela percebeu que a vizinha de baixo tem um cachorro, que não estava à vista no momento. E durante o dia, tentei reservar alguns momentos para ficarmos juntinhas, o que ela demonstrou seu apreço ronronando muito. Claro que a este estágio ela já é a dona do pedaço, reclamando de o que é que eu tenho de mais importante pra fazer ao invés de ficar na cama com ela.

Foi interessante também ver que ela reconheceu minha maleta rosa e o que significa quando eu começo a encher de coisas ali. Precisei viajar para o Desktop Summit, e ela não gostou nada nada. Ela literalmente me dá as costas quando está brava, o que ela fazia quando eu lhe dizia que voltava logo. Mas segundo Hector, ela está tranquila, dormindo no meu lado da cama enquanto eu não volto.

O proximo passo será registrar-la em um veterinario – assim se algum dia ela fugir ou se perder, com o registro do chip eles podem me encontrar – e tirar um passaporte para ela. Não pretendo fazê-la viajar muito, mas pelo jeito ela já está confortável o suficiente para isto, então se tiver que optar entre deixa-la sozinha ou em um hotel para gatos ou levá-la comigo, vou ver como ela se comportaria em um hotel. Se isto acontecer, escrevo mais um relato 🙂

Meus agradecimentos especiais à minha irmã e minha mãe por cuidarem dela durante este tempo; à veterinária por ajudar e cuidar de todos os trâmites; ao santo Helio pela ajuda e dedicação, e a sua namorada que mesmo sem me conhecer, ajudou imensamente a encontrar a caixa de transporte e cuidar dos detalhes da viagem; ao meu namorado fofo que cuida dela enquanto estou em Berlim; a Marina e Piter por terem cuidado dela tantas vezes enquanto eu viajava; e claro, a Daniela que confiou em mim para cuidar da Minimoe em 2003. Achei que vocês todos gostariam de saber que ela está bem e estamos juntas outra vez.

Tem muita gente que diz que os gatos se apegam ao lugar e não as pessoas. A próxima vez que alguém lhe disser isto, indique este post 😉

I had a dream…

In the future, operating systems will be obsolete. Computers would have personalities. One could be sarcastic, another would be really nice and optimistic, and another would be quiet, artistic and musical. All according with the owner’s personality and desire, and learning user habits and preferences…

A bit of Sci-fi? Hold that thought…

As I mention before, I have an increase interest for cognitive science. It’s the one thing that awakes my passion for technology that has been missing for quite some time. After more than 10 years dealing with integration and support, everything feels like ‘been there, done that’. Even if it’s a new piece of software, protocol, language or interface, it’s a matter of finding out how it works and done, next. So I’m on a very reflective moment in my professional career trying to find what’s next. Not just next position or next job, but in the big picture, what’s next for me, what do I really want to do. And what I really would like to do is to make integration among computers and people, to find new ways to develop computers. Keyboard for instance; it feels such an engineer’s solution. I have no doubt that iPhone and Wii success are hugely due the fact they integrate the user physically in the virtual world they represent, invoking the touch sense rather than just sight.

So, I’m thinking and reading and wondering… but two days ago, I question in my head made me freeze: ‘very nice, but do you have enough imagination to do such work?’ It was a doubt. I’m very creative, but how creative am I really? I was still thinking about it when went to bed, and there is that zone between sleep and awareness where I started imagining…

In the future, computers should have personalities. No keyboard or even input devices should be necessary; we already have headsets reading brain waves, and voice recognition has got to be better by them. Display could be anything, isn’t there this new window glasses where you can display information? So, not just the TV, but your microwave could display news and weather forecast. But that’s for someone who would like to read the news in the morning… what about someone like me, who prefer music? And maybe my microwave would already warm up the milk and pour my coffee.  The fridge would warn that I’m running out of cottage cheese and add it to the list, which would be a list that accepts both touch input – selecting the items I want from the supermarket’s products pictures  – but also accepting my writing and adding it to the list. But that’s easy – fridges are already running Linux

Ok, so the person who likes news can see the news and I can hear music and have my breakfast, what about the family organizing everyone’s breakfast and getting ready to take the kids to school? Traffic information would be nice; ideas for recipes for lunch based on what’s available in the fridge and cupboard, maybe a connected food processor would start chopping the vegetables before you arrive? Adding spices would be my part to it, I never know when I feel like adding cumin or oregano…

The computer would be the main brain of such network of devices. Having your data in the cloud seems fine, until you ran into problems like bandwidth, the fact your data is controlled by someone else and they may shut it down – or even the government may cut your access. So the PC would be an “in-house-cloud-server”. It could be inside of a wall – I bet some people would have it already; I’m certainly doing that when I have my own apartment. And the display would be a small one in the wall, which would display pictures while not in use. So user interfaces also will be obsolete. But all this can only be possible if the industry ever agree on following standards. If you have one ‘Samsung house’ or one ‘Siemens house’, everyone will have to start from scratch and I won’t be able to see it in my lifetime. If we all use the same protocols and APIs, we could do that by 2050 maybe…

Of course, we are talking about people living in areas with Internet access and with money to buy such electric devices – and in many countries, that’s not really an issue. But if we really would like to change everyone’s experience, we need to think about everyone – poor people in Africa, India, Brazil. And amazes me the power technology has, the importance it has over many things I would think are more important. I’ve seen a presentation showing how people use cell phones in some regions in Africa, where there is one source of electricity for everyone, usually in the center of the village, in the city hall or something like it. That doesn’t stop them from having cell phones – remembering glorious days of Nokia phones whose batteries lasted more than one week… so everyone takes their phones to the electricity source and charges them there. Those phones have processing capabilities and network coverage, what else could they do? Play radio? Will processor be so small, cheap and powerful that even those people would manage to have one? So they would have TV and internet capabilities?

And why do we have to hold phones anyway? They are so annoying when you are in a long call, so unnatural to hold them to carry everywhere… why can’t I have already a wristwatch phone, or even bracelet-phone? Even better if I can change its colour to match my outfit – and I hope by 2050 we are over that idea that everything for women has to be pink, please. My watch phone would have a small earpiece for receiving or making calls…

It’s a bunch of ideas and idealization. It may be utopia. It may be people already developing it. But it sure answers my question – I do have imagination…

Qt, MeeGo and AppUp – Qt Contributors Summit

I recently attended the Qt Contributors Summit in Berlin, from June 16 to 18, 2011. The unconference was held in the nice Café Moskau, with many room and common areas for chatting. The main focus for the unconference was to talk about the next version of Qt and the definition of an open governance structure, reclaimed by developers for so long.

Lars Knoll opened the discussion about the next version in one of the first sessions. The last major version for Qt – Qt 4 – was launched 6 years ago. The world was a very different place, and users’ expectations now are also different. There was no iPhone or applications store, touch screen was not prominent and social media just starting. Nowadays all this is just basics, and so Qt framework wants to provide easy infrastructure for developers to create applications meeting those expectations. Qt Quick/QML will play a huge role in this scenario – they will have almost the same capabilities and resources as Qt. The intention is to make easier for ‘opportunistic developers’ – those who want to create simple and small applications to monetize – to use Qt. There were many discussions on how to do that, the priorities, but main message – everything is going QML. Pure Qt resources will continue to be available and improved, but QML is expected to be sufficient for most developers. But I invite my friend and consulting resource for QML, Helio Castro, to write more about it.

Another big conversation was the open governance. Community has been asking this for a long time – 11 years to be exactly – and it is finally happening. The governance will be similar to the Linux kernel governance:

This blog post explains it in details – – and as I could not do any better, I will leave to the link to explain J there is also a talk – or rather a discussion – held by Thiago Macieira at Qt Developer Days 2010.

I held two sessions: Qt, MeeGo & AppUp Developer Program and – due the interest raised in this session – MeeGo Application development store.

In the first session, several developers seemed please to find out AppUp is a perfect channel for open source applications to reach mass users on Windows desktops. As Qt is a multi-platform, there are a huge number of Qt applications also available for Windows, but no efficient distribution channel. AppUp is this channel, offering the possibility to distribute open source applications with the source code. When you upload your application, you can choose between several open source licenses, and if you do so, you are required to submit also your SRPM source code package. And your application will be available not only on AppUp, but also on many applications store powered by AppUp. One of the most recent examples is Dixons KnowHow store, pre-installed in netbooks being sold by one of the largest retailers in UK and Ireland. But I shall go into further details in a future post, with screenshots and examples.

During this session, there were many questions on MeeGo application development environment. So we scheduled another session for the next day to talk about the resources and the community to support it. The first place to look at is the main wiki page for MeeGo Apps. Conversations about MeeGo application development are happening in the MeeGo community mailing list and the main #meego irc channel hosted on Freenode. To help developers to package their applications, there is a community OBS server – OpenSuse Building System. For open source applications, developers can request an account for free and submit their code. To host the source code in a collaborative way, MeeGo suggests Gitorious, where developers can also create an account for free.

On the wiki page, you can find the guidelines for packaging applications for Meego, as well as information about the QA process. When one application is submitted to testing, the community can test and rate it. Long story short, if an application has been tested enough and is approved, it will be available in the community repository. You can find more information in the documentation ahead. I’m still learning the process myself, so I can submit more information later.

And overall, was an extremely well planned and awesome event. And even so it was an unconference, the conversations in the hallway still provide many great opportunity and insights. I’ve learn about several great projects, like QML 3D and Gluon, both of with deserve their own blog posts. I also hope the developer present there appreciate our efforts on bringing ClubMate to the unconference – even if that meant empting Germany’s supply that week! And I would like to thank Alexandra Leisse for the amazing job organizing everything – you literally rock! Seriously, you people need to hear her singing…

I shall declare Mondays the Blogging day for me, and hope you all enjoy some of the reports. If you have any suggestions on what subject you would like to see more of, leave your suggestion!